Pela valorização do artesão e do artesanato

WhatsApp Image 2018-01-10 at 1.12.02 PM (1)É nas mãos dos artistas populares que a arte popular baiana ganha forma em cerâmicas, caxixis, tecidos, palhas, metais, madeira dentre outros, com bastante qualidade. Por todo o estado, temos uma infinidade de artesãos que usam sua criatividade e levam o nome da Bahia para o mundo, em obras que mostram a cultura e a identidade do nosso povo.

Foi com muita alegria que participamos do lançamento do edital de Publicização do Artesanato Baiano, na última terça-feira (09/01). O Governo do Estado dá um passo importante para garantir a qualificação e estrutura de comercialização da produção dos artesãos. A iniciativa abre possibilidades para um salto qualitativo no setor. Celebramos a ação, por ela dialogar com o nosso projeto de criação do Dia Municipal do Artesão, que teve como justificativa a necessidade de ampliar a visibilidade destes artistas/trabalhadores, que tanto contribuem para a geração de trabalho e renda para todo o estado.

São milhares de pessoas envolvidas nessa cadeia produtiva. O valor aplicado no edital vai promover a dinamização do setor e gerar, certamente, frutos positivos para o segmento, além de produzir um grande efeito multiplicador na economia dos polos atendidos por essa política.

É preciso valorizar de forma estruturante os artesãos e seus centros de abastecimento, uma vez que esses são espaços de fortalecimento da arte e da cultura. Os artesãos não podem ter os seus trabalhos desfigurados pela descaracterização dos seus espaços singulares de comercialização. E é essa manutenção que o Governo do Estado está promovendo com essa iniciativa.

Racismo: temos muito a caminhar

SH - Copia

Mais um flagrante de racismo ocorrido na Bahia. Mais um agressor detido pela prática de um crime inafiançável, para ser solto logo em seguida. O argumento usado pela defesa não deve ser tomado absolutamente como leviano. Atribuir a um agressor, em particular, ou a uma parcela considerável da população brasileira, o padecimento de um transtorno mental de natureza grave, não é de todo uma falácia.

Boa parte da população desse País parece, de fato, padecer desse transtorno. O racismo é uma chaga social que assola o Brasil. Que segrega, sabota e mata (literalmente) a potência desse País. O Brasil não será uma grande nação, enquanto insistir em inviabilizar a vida e a ascensão de mais da metade dos seus cidadãos.

Quando um racista deixa vazar em público, aquilo que carrega escondido na consciência, e que compartilha livremente nos seus círculos privados, ele está apenas a demonstrar, involuntariamente, o consciente coletivo dessa nação. Está a expor a lógica que determina o funcionamento das estruturas institucionais, que estabelece as ditas conquistas meritocráticas para uns, e o descaso e a morte para outros.

É preciso encarar isto. O racismo no Brasil, não apenas inviabiliza o direito à realização plena das pessoas. Ele também mata. E faz isso de formas recheadas de perversidade e cinismo. O descaso com os lugares desprestigiados, com a educação pública, com o acesso à saúde e à cultura são os elementos constituintes deste cenário. A conjunção destes fatores tem resultado em números alarmantes de mortes de um tipo específico de gente. Os índices apresentados, ano após ano, refutam qualquer argumento contrário.

O racismo é um fenômeno social que tem limitado, por séculos, o potencial criativo da nossa diversidade étnico-racial. Uma enorme vantagem competitiva em um mundo globalizado. Enfim, cá entre nós, uma enorme perda de tempo e de energia. Podemos ser mais e melhores.

Sílvio Humberto

*Professor da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) e vereador em Salvador

Projeto Amaralimpa promove limpeza da praia de Amaralina

Garantir a vida marinha para as próximas gerações. Com esse propósito, o mandato do vereador Sílvio Humberto participou e apoiou a edição 2018 do Projeto Amaralimpa. A atividade, realizada na praia de Amaralina, na manhã deste sábado (06/01), contou com a participação de mergulhadores, pescadores e banhistas, que se uniram na limpeza da praia, retribuindo o amor e o cuidado dado pela natureza.

A praia de Amaralina é muito frequentada por banhistas e surfistas de Salvador. Há algum tempo, vem sofrendo com a degradação e falta de cuidados ambientais por seus frequentadores e poderes públicos. Para o representante do mandato na atividade, o líder comunitário Jorge Bomfim, o apoio à ação representa o pensar e o agir para que as futuras gerações tenham também o direito aos benefícios do planeta, “que nos foram legados pelos nossos antepassados”, pontuou.

Amaralina é uma praia com uma vida marinha abundante e que permite a prática de esportes, na sua faixa de areia, e da pesca esportiva nas suas águas. “Esperamos que esse projeto conscientize os banhistas e frequentadores mais assíduos. Cuidar da vida marinha e deste espaço de lazer é garantir à população dos bairros da região, o direito à satisfação que a praia proporciona a todos”, destacou Bomfim.

Comunidade pressiona Smed para manter abertas escolas municipais

Com faixas e cartazes na Praça Municipal, estudantes e seus familiares estiveram mobilizados contra o fechamento de escolas municipais em Salvador, na manhã desta segunda-feira (08). O movimento, que tem o apoio de vereadores e da Associação dos Professores Licenciados do Brasil (APLB-BA), surgiu após o anúncio, no mês de dezembro, do fechamento das escolas municipais Cosme de Farias, Allan Kardec e Nossa Senhora da Salete.WhatsApp Image 2018-01-08 at 10.48.14

 

Após a manifestação, uma comitiva se dirigiu ao Ministério Público da Bahia (MP-BA) para solicitar uma medida que barre o processo, já posto em andamento pela Secretaria Municipal de Educação (Smed). “A Allan Kardec tem mais de 90 anos, com um ótimo índice de aprendizado, quais critérios são utilizados pela Smed para fechar uma escola como essa, nem eu, nem minha filha estávamos preparadas para essa mudança inesperada que vai gerar custos”, relatou Rosana Santos à promotora Maria Pilar.

Além dos gastos com deslocamento, do ponto de vista pedagógico o aprendizado também ficará comprometido. “As crianças terão que se adaptar a escolas com um maior número de estudantes por sala. Não consigo entender os motivos para fechar uma escola como o Salete, existe também uma relação do aluno com o professor, é uma escola comprometida com a educação”, relatou a mãe de uma estudante, Maria Bernadete.

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O vereador Sílvio Humberto (PSB), que esteve em reunião com o secretário Bruno Barral em dezembro, acredita que as justificativas não visam uma educação pública de qualidade. “Falta empatia, definitivamente eles não se importam, um prédio que era um antigo telemarketing, cheio de escadas servir para juntar alunos da educação infantil, fundamental I e II, sem ouvir quem está no chão das escolas, vai gerar um prejuízo no aprendizado irreparável”, destacou o parlamentar citando a nucleação das escolas Alexandre Leal, Cosme de Farias e Soror Joana Angelica.

A promotora Maria Pilar afirmou que vai solicitar a Smed explicações  sobre o fechamento e nucleação das unidades. Participaram da reunião os vereadores Sílvio Humberto (PSB), Aladilce Souza (PCdoB), Marta Rodrigues (PT), representantes da APLB-Sindicato, mães de estudantes e educadores.

“A Virada que queremos é na Educação”, dispara Sílvio Humberto

WhatsApp Image 2018-01-03 at 12.44.37Durante a reunião realizada com as mães de estudantes das escolas municipais que serão desativadas pela Secretaria Municipal de Educação (Smed), na manhã desta quarta-feira (03), o vereador Sílvio Humberto (PSB) relatou aos presentes que discordou das justificativas apresentadas pelo secretário Bruno Barral para o fechamento e remanejamento de alunos das unidades Cosme de Farias, Allan Kardec e Nossa Senhora da Salete.

“A nucleação das escolas é uma virada na vida escolar dos estudantes e das suas famílias. É um festival de desarrumação. Não alcançaremos a educação pública de qualidade sem ouvir o chão das escolas”, declarou Sílvio Humberto observando que o tratamento dado aos grandes festivais na cidade não se comparam a falta de atenção da prefeitura com a educação do município.

Reunião informal de vereadores (24)

Cerca de 40 pessoas, entre elas adultos e crianças, estão constantemente em reunião com vereadores e afirmam que pretendem lutar pela manutenção das escolas. “ É um trabalho de convencimento e não vamos desistir, é muito importante e temos que ir até o fim”, disse Luciana Galvão, uma das mães da Escola Municipal Cosme de Farias.

 

Marta Rodrigues (PT) destacou os gastos que muitos terão com deslocamento após as mudanças e Hilton Coelho (PSOL) lamentou que a rede municipal esteja caminhando para a privatização. Aladilce Souza (PCdoB) também discorda do fechamento das unidades. “Fomos para a reunião com o secretário na expectativa de abrir o diálogo, pensando na possibilidade de suspender as nucleações mas o que ouvimos foi que as turmas já estão prontas”, afirmou a parlamentar.

Mães e pais dos estudantes estão mobilizados e afirmam que irão realizar uma manifestação até a próxima semana e acionar o Ministério Público para que as unidades de ensino continuem a funcionar.

Pais e educadores temem fechamento de escolas municipais

Vereadores lutam pela manutenção das unidades

Insatisfeitos com as medidas da Secretaria Municipal de Educação (Smed), que decidiu pelo fechamento de algumas escolas públicas em Salvador, mães de alunos e professores das escolas municipais Cosme de Farias e Allan Kardec estiveram reunidos com membros da Comissão de Educação da Câmara, na manhã da última quarta-feira (27), para que o colegiado interfira no processo de fechamento das unidades.

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Presentes na reunião mães, educadores e membros da Comissão de Educação. Foto: Reginaldo Ipê

De acordo com os relatos, a mobilidade, a segurança e os altos Índices de Desenvolvimento da Educação Básica não podem ser desprezados pela prefeitura. “A Allan Kardec tem sala com 15 alunos, o que para Smed é pouco mas para nós é a quantidade ideal, a maioria das crianças são do Alto das Pombas e Calabar, a escola é localizada numa zona que não tem conflitos, a questão da segurança também é importante”, afirmou Rosana Santos, mãe de uma aluna da Escola Municipal Allan Kardec.

Existe também uma preocupação com o fechamento da Escola Municipal Cosme de Farias e da Escola Municipal Sóror Joana Angelica. De acordo com a Smed, haverá uma nucleação com a Escola Municipal Professor Alexandre Leal Costa. Para o vereador Sílvio Humberto (PSB) a medida vai impactar no aprendizado dos estudantes. “Estamos falando de escolas onde não existem distorções idade e série, além de trabalhadores e trabalhadoras da região que precisam de escolas próximas para deixar seus filhos, o secretário precisa reconhecer que salas com diferenças etárias precisam ter um tratamento diferenciado”, ressaltou Sílvio.

Reunião com o secretário de Educação

No mesmo dia, os vereadores da Comissão de Educação seguiram para a Smed e levaram

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Reunião com o secretário Bruno Barral

o pleito ao secretário de Educação, Bruno Barral. Entre as justificativas para o fechamento, estão problemas estruturais e altos investimentos em escolas com poucos estudantes. “A Allan Kardec chega a ter 13 alunos, numa turma onde eram para estar 25, o custo da secretaria para manter chega a R$800 mil por ano”, afirmou o secretário, complementando que pretende humanizar os espaços e transformar as escolas numa espécie de “contra turno”, com bibliotecas para as comunidades.

Não convencidos, uma nova reunião com os pais e representantes da Educação será agendada para o início de janeiro. Estavam presentes e também se posicionaram o presidente do colegiado vereador Sidininho (Podemos) e os vereadores Aladilce Souza (PCdoB), Hilton Coelho (PSOL), Marta Rodrigues (PT).