Contra a intolerância, mais respeito e dignidade humana

Os crescentes atos de intolerância religiosa sinalizam para a urgente necessidade de tomada de posição. Primeiro nossa, não podemos nos limitar a agir da porteira para dentro e, em seguida, da sociedade brasileira que defende a liberdade religiosa, de expressão e o ecumenismo. Enfim, está em questão a dignidade humana.

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O grave acontecimento recente ocorrido na cidade de Nova Iguaçu (RJ), onde bandidos obrigaram uma sacerdotisa a quebrar, por suas próprias mãos, seus objetos sagrados, deve ser visto como uma grave violação de direitos humanos, ou, até mesmo, quem sabe, um aviso, pela dor, da nossa ancestralidade, que ainda é possível fazer algo antes que cheguemos a uma guerra religiosa. Ninguém, por maior e mais velha que seja a sua casa, está a salvo dentro das suas porteiras. Vamos nos mobilizar para fora dos centros, casas de oração, igrejas. Saiam, juntem-se, organizem-se, esqueçam suas diferenças e fortaleçam-se!

O racismo religioso que defende uma única verdade e salvação, avança a passos largos. Estamos rumo ao passado, quando era necessário licença da Delegacia de Jogos e Costumes para as cerimônias religiosas do candomblé até o final dos anos 70. Voltaremos ao tempo que nos classificavam como seita?

A religião não mede caráter, o direito a proferir a fé, bem como o de não ter fé, deve ser respeitado por todos. Não estamos amarrados em nome de Jesus, somos livres para seguir o que acreditamos.

Portanto, fica o alerta: cuidado com o ódio que você semeia, pois, ensina-nos Yansã, dona dos ventos, raios e trovões, quem semeia vento, colhe tempestade!

Contra a intolerância, mais respeito e dignidade humana. Contra o ódio, mais amor entre nós. Aos racistas, prisão!

 

Sílvio Humberto é vereador de Salvador

Sílvio Humberto: “Futuro da cidade não pode ser decidido por arremessos de dardos”

SHA Câmara Municipal de Salvador aprovou, na sessão desta quarta-feira (13/09), o Projeto de Lei nº 440/17, do Executivo Municipal, que prevê incentivos para que empresas aéreas instalem centros de conexões (hubs), no Aeroporto de Salvador, tranformando-o em ponto de distribuição de voos nacionais e internacionais. O PL tem o objetivo de colocar Salvador na disputa com Fortaleza e Recife, pelo equipamento que a Gol Linhas Aéreas criará no Nordeste para operar voos internacionais, em parceria com a Air France-KLM.

O Governo do Estado, tendo em vista a elevação dos índices do turismo no estado, se associou ao Município na disputa e reduziu o ICMS sobre o querosene de aviação de 18% para 12%, visando influenciar na decisão da companhia aérea. O movimento foi acompanhado pela Vinci, empresa francesa vencedora da concessão do aeroporto, que acenou com a redução de taxas para a instalação do hub.

O vereador Sílvio Humberto (PSB) votou a favor do PL, segundo ele, pela inquestionável importância da efetivação de empreendimentos desse porte para a capital. Não deixou, no entanto, de criticar a falta de estudos que demonstrem os impactos orçamentários para o Município. “Se estamos concedendo 10 anos de incentivos, como saberemos os efeitos disso ao longo desse período?”, questionou o parlamentar, que defendeu a criação de mecanismos para a avaliação desses resultados.

Para o legislador, a Prefeitura parece não se preocupar com estas questões. “Sabemos todos da possibilidade da realização de estudos que nos mostrem minimamente essas consequências”, pontuou. “A nossa impressão é que o prefeito brinca de tiro ao alvo com os rumos da cidade. E o mais grave, é que não demonstra preocupação com o resultado dos seus tiros”, alfinetou Sílvio.

“O ponto de partida é que a escola entenda onde errou”, diz Sílvio Humberto, sobre o Colégio Anchieta

Foto - Assessoria do vereador

O vereador Sílvio Humberto (PSB) se disse insatisfeito com as ações adotadas pelo Colégio Anchieta e apresentadas pelo diretor da escola, João Batista de Souza, durante a reunião da Comissão da Reparação da Câmara Municipal, realizada na tarde desta segunda-feira (04/09). A prestação de contas diz respeito ao episódio ocorrido no último mês de junho, quando alunos da instituição, durante uma atividade do calendário, vestiram-se com trajes da Klu Klux Klan, organização norte-americana conhecida por realizar atos violentos contra a população negra.

O gestor expôs as iniciativas aos integrantes do colegiado e demonstrou a sua satisfação frente aos resultados obtidos. Defendeu a realização da atividade onde ocorreu o episódio e explicou que a escola não faz nenhum tipo de triagem sobre a manifestação dos alunos “para não cercear a criatividade dos estudantes”. Apresentou ainda, a programação de duas atividades a serem realizadas nos meses de setembro e novembro: uma mesa redonda sobre diversidade religiosa e um debate sobre o Dia da Consciência Negra, respectivamente.

Debate – Sílvio Humberto questionou a argumentação do diretor e reclamou das iniciativas adotadas pelo colégio. “O ponto de partida é que a escola entenda onde errou. Não podemos encarar um ato daquele como uma brincadeira”, retrucou o parlamentar. Sílvio pontuou ainda, que o debate vai para além da mera punição. “Nos interessa muito mais o caráter pedagógico das ações que a instituição precisa adotar”. O vereador defendeu também, que o racismo não pode ser tratado como brincadeira. “Ele estrutura as relações na sociedade, definindo as oportunidades e desumanizando as vítimas. Isso é muito grave”, concluiu.

A reunião foi conduzida pelo presidente da Comissão, vereador Moisés Rocha (PT), e contou com a participação dos demais membros do colegiado: Luiz Carlos Suíca (PT), Ireuda Silva (PRB), Orlando Palhinha (DEM) e Vado Malassombrado (DEM).

Steve Biko celebra 25 anos de resistência e inclusão

Políticas de inclusão promovidas pelo instituto foram enaltecidas na sessão especial

 

IMG_7824Resistência, reparação, inclusão, educação e pertencimento. Essas foram algumas das palavras mais repetidas durante a sessão especial que celebrou os 25 anos do Instituto Cultural Steve Biko no Plenário Cosme de Farias, na noite desta terça-feira (12). Militantes do movimento negro, estudantes, professores e colaboradores lembraram o histórico de políticas criadas pela instituição e voltadas para a ascensão da população negra.
Um dos fundadores e presidente de honra da ‘Biko’, o vereador Sílvio Humberto (PSB) relatou muitas das dificuldades, mas, sobretudo, projetou avanços. “Quando nós começamos esse movimento não sabíamos onde chegaríamos. Em tempos de perdas de direitos e retrocessos civilizatórios, estamos ratificando as nossas resistências, o compromisso com a nossa ancestralidade e que não descansaremos até atingirmos os nossos objetivos. Longa vida ao Instituto Cultural Steve Biko”, afirmou Sílvio Humberto.
Se o ditado diz que “pelos frutos você conhece a árvore”, Rosana Chagas, aluna egressa do instituto, foi a encarregada de dar o primeiro testemunho. A jovem do bairro de Fazenda Coutos, no Subúrbio Ferroviário, relatou “a transformação cultural” que aconteceu em sua vida através da Steve Biko.
Diretora Executiva do instituto, Jucy Silva lembrou as “muitas trajetórias de superação” promovidas através da Biko. Já Sueli Carneiro, fundadora e coordenadora do Instituto Mulher Negra de São Paulo, falou sobre o reconhecimento da entidade em todo o país. “É uma justa homenagem a essa organização da sociedade civil nacionalmente aplaudida pela luta contra o racismo e pela valorização da juventude negra”, declarou.

“(Na) Minha pele”

A letra da canção “Alegria da Cidade”, de autoria de Margareth Menezes, foi recitada pelo IMG_7639cantor Lazzo Matumbi. “A minha pele de ébano é; a minha alma nua; espalhando a luz do sol; espelhando a luz da lua” e emocionou negras e negros, que exibiam o orgulho do cabelo crespo, da boca e nariz avantajados e da cútis preta.
“Na Minha Pele” é o nome do livro lançado pelo ator e diretor Lázaro Ramos, que, através de vídeo, também falou sobre a relação com o Biko. “Há muitos anos acompanho e estou muito feliz ao ver o crescimento. Torço que essa história continue por muito tempo. Força, resistência e alegria”, festejou.

Formação e consolidação

Stephen Bantu Biko foi um ativista anti-apartheid da África do Sul na década de 1960 e 1970. Líder estudantil, fundou o Movimento da Consciência Negra (Black Consciousness Movement), que mobilizava grande parte da população negra urbana. Desde sua morte sob custódia da polícia, foi chamado de mártir de um movimento anti-apartheid. Seus escritos e ativismo capacitaram pessoas negras e era famoso pelo slogan “black is beautiful”, que o próprio descreveu como: “você está bem como você é, comece a olhar para si mesmo como um ser humano”.

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Instituto Cultural Steve Biko fundado em 31 de julho de 1992 por iniciativa de professores e estudantes negros e negras que criaram o primeiro curso pré-vestibular voltado para negros no Brasil.
Em reuniões na Faculdade de Economia da Universidade Federal da Bahia, e embasados nas lutas antirracistas ao redor do mundo, viu-se a urgente necessidade de reunir a militância negra em nível nacional ao redor da educação.
O Instituto Steve Biko surgiu e cresceu buscando a inserção dos negros no espaço acadêmico como estratégia para sua ascensão social e o combate à discriminação racial.

Fonte: Câmara de Salvador

 

25 anos do Instituto Steve Biko terá celebração na Câmara de Vereadores

Instituição é referência na inserção de jovens negros nas universidades

evento-12A Câmara de Salvador vai comemorar os 25 anos de fundação do Instituto Cultural Steve Biko. Proposta pelo vereador Sílvio Humberto (PSB), a Sessão Especial é um reconhecimento a instituição que criou o primeiro pré-vestibular voltado para negros no Brasil e que atualmente desempenha diversos projetos voltados para educação, principalmente para estudantes oriundos escolas públicas. O evento acontece no dia 12 de setembro, às 18h30, no Plenário Cosme de Farias.

Durante a solenidade, militantes do movimento negro, estudantes, professores e colaboradores vão relembrar todo o histórico de políticas de inclusão criadas pela instituição e voltadas para a ascensão da população negra. “Realizar mais esta homenagem, nesses tempos de retrocesso civilizatório, é reafirmar as nossas resistências, o compromisso com a nossa ancestralidade e que não descansaremos até quando formos necessários”, afirma Sílvio Humberto.

Sueli Carneiro, filósofa e militante histórica na luta antirracista é uma das convidadas para a Sessão Especial, que contará também com representantes da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial do Estado da Bahia, da Secretaria Municipal da Reparação e das reitorias das universidades estadual e federal.

Gestão do DEM, em Camaçari, tem greve de mais de 30 dias na Educação

Sispec

“Aqui e lá é tudo a mesma coisa”, diz vereador, sobre greve dos professores

Os professores da rede municipal de ensino da cidade de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, estão em greve desde o dia 1º de agosto. Os trabalhadores reivindicam, dentre outros pontos, reajuste salarial, melhores condições de trabalho, melhorias nas salas de aula e na qualidade do transporte dos alunos. As tentativas de entendimento com o Executivo municipal, até aqui, não promoveram avanços.

Pais dos estudantes, preocupados com o comprometimento do ano letivo, já fizeram protestos na frente de escolas e reclamam que desde o início do ano já ocorreram diversas paralisações. O Executivo alega que já ofereceu o que pôde à categoria. Do lado dos profissionais, o Sindicato (ver o nome) reclama do descaso do prefeito com a educação, explicitado pelo desrespeito aos professores. Denunciam ainda, ameaças sofridas pelos trabalhadores de descontos do salário e abertura de processos administrativos.

O vereador Sílvio Humberto (PSB) avaliou a situação como inadmissível. “Os estudantes não podem ser penalizados dessa maneira pela falta de sensibilidade dos gestores”. Segundo ele, o prefeito deveria ter aberto canais de diálogo com a categoria, para evitar que a situação chegasse a esse ponto. “Isso demonstra a total falta de compromisso com a educação. Todos aqueles que assumem uma posição de gestão precisam ter ciência da importância da negociação numa situação como esta”, analisou Sílvio, que é professor e ex-presidente da Comissão de Educação da Câmara Municipal de Salvador.

O parlamentar chamou a atenção para a semelhança do tratamento dispensado aos profissionais da educação em Camaçari e Salvador. “Aqui e lá é tudo a mesma coisa. E não por coincidência o prefeito Antonio Elinaldo é do mesmo partido do gestor da capital”, comparou. Sílvio relembrou a Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) movida pelo DEM contra as cotas nas universidades. Para ele o partido atua como “inimigo declarado da educação e daqueles que mais precisam das escolas públicas”. “Camaçari e Salvador não se diferenciam. São cidades que ressuscitaram o combalido DEM e agora pagam caro por isso”, arrematou.