Em data histórica, Sílvio Humberto revive a luta e resistência

Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha é comemorado em sessão especial

“Uma noite duplamente especial”. A expressão revela o sentimento do vereador Sílvio Humberto (PSB) ao presidir a sua primeira sessão especial nesta legislatura e comemorar o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, nesta quinta-feira (25), no auditório do Centro de Cultura da Câmara.
O dia 25 de julho foi instituído pela ONU como marco internacional da luta e resistência da mulher negra durante o 1º Encontro de Mulheres Afro-latino-americanas e Afro-caribenhas, na República Dominicana, em 1992. Desde então, vários setores da sociedade atuam para consolidar e dar visibilidade a esta data, refletindo sobre a condição de opressão de gênero, raça e etnia vivida pelas mulheres negras.

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Foto: Assessoria de Comunicação

Ventre do mundo
Visivelmente emocionado, o vereador Silvio Humberto realizou a abertura do evento e enfatizou que, através dele, a Câmara acolheu o público “com muito axé e um abraço caloroso”.
“Para mim é uma dádiva homenagear as mulheres negras nesta data. O Ilê Aiyê tem uma expressão que revela o que sinto no momento. ‘A África é o ventre fértil do mundo’. Isso me faz lembrar a minha formação política. A pessoa que sou e minha militância teve origem na minha família, através de meus pais. Sou fruto de uma mulher negra e acredito que elas possuem uma força que encanta, apesar das dores que ardem diariamente em suas vidas”, disse o vereador.
Mulheres negras que se destacaram na história foram reverenciadas durante a sessão como Zeferina, líder do Quilombo do Urubu e Luiza Mahim (Revolta dos Malês).

Conquistas e desafios
Olívia Santana, ex-vereadora e atual chefe de gabinete da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), destacou a necessidade do empoderamento das mulheres negras. Segundo ela, o tema tem que ser discutido como “um mantra”. “Chega de viver de exceções. Queremos ser sujeitos, protagonistas, escrever a nossa própria história”, pontuou.
Zildete Pereira, presidente da Rede de Mulheres do Alto das Pombas, abordou assuntos como unicidade do movimento, a troca de informações e a busca pelo bem estar da comunidade. “São 31 anos de luta. Nós temos uma Democracia falsa, porque a verdadeira é pelo povo. Nós não temos, mas não devemos perder a fé e a esperança de conquistá-la”, disse.
Monique Evelle, coordenadora do Movimento Desabafo Social, refletiu sobre a importância de estimular os jovens e adolescentes a tomar conhecimento da história de mulheres negras guerreiras. Sílvio Humberto reafirmou sua postura de trabalhar “com” a juventude e não “para” eles.
Durante o encontro, a cantora Denize Correia entoou composições cujas letras reafirmavam o orgulho e o caráter identitário do público. Outro momento lúdico e de grande reflexão foi a declamação de poesias apresentadas pelo grupo de mulheres que participam do Sarau Bem Black e a apresentação de um vídeo.

Fizeram também parte da mesa, o secretário de Promoção da Igualdade Racial, Elias Sampaio; Creuza Maria de Oliveira, presidente da Federação Nacional de Trabalhadoras Domésticas; Tânia Maria Bispo, Mayê do Terreiro Ilê Oxumaré; Valdecir Nascimento, coordenadora executiva do Odara – Instituto da Mulher Negra; e a Ebomi Nice, de Oyá da Casa Branca.

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