Comissão de Educação apresenta relatório e Sílvio Humberto afirma: “Escola em tempo integral não pode ser depósito de crianças”

Preocupados com a realidade da educação pública municipal, membros da Comissão de Educação, Cultura, Esporte e Lazer da Câmara de Salvador firmaram o compromisso com a sociedade civil de fiscalizar as unidades de ensino com educação de tempo integral. Os vereadores cumpriram a promessa e encerram o ano de 2015 com o documento “Relatório das Escolas de Tempo Integral” a ser apresentado a Secretaria Municipal de Educação (SMED) no início de 2016.

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Foto: Marcos Musse

“O objetivo é apresentar um balanço dos principais desafios levantados por esta Comissão para alcançarmos a almejada educação pública de qualidade. Visitei todas as unidades e conversando com alunos e professores percebi o quanto a gestão pública deve se empenhar para que escola em tempo integral não se torne um depósito de crianças”, explica o vereador Sílvio Humberto, presidente da Comissão de Educação pelo segundo biênio.

De acordo com informações do Portal Oficial da SMED, são atendidos cerca de 3.200 alunos desde a pré-escola ao ensino fundamental II na modalidade integral, sendo que a ampliação do tempo de permanência do aluno no ensino fundamental busca expandir as oportunidades educacionais e atividades que favoreçam a aprendizagem, mas segundo o relatório da Comissão a maioria das escolas de tempo integral ainda não possui estrutura física e o currículo adequados para o desenvolvimento de atividades diversificadas, o que acaba restringindo as possibilidades e caracterizando as escolas como turno estendido.

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Escola Municipal Adroaldo Ribeiro Foto: Marcos Musse

“A parte lúdica e física para o desenvolvimento pleno, o correr, o brincar são fundamentais para a educação integral então quando reforma a escola e não garante a cobertura da quadra, a prefeitura faz uma escolha, temos percebido que o bom é pouco para garantir a educação pública de qualidade, pois a quadra descoberta impede essa prática para o desenvolvimento das crianças que só utilizam a quadra quando não chove ou quando não faz sol”, aponta Sílvio Humberto, ao comentar o item do documento que sinaliza para a falta de cobertura nas quadras esportivas das unidades.

Para contribuir na construção de soluções das limitações verificadas in lócus, o relatório propõe mudanças que serão apresentadas ao secretário de Educação e enviadas às comunidades escolares.

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