Câmara de Salvador concede título de cidadão soteropolitano a Bebeto Galvão

bebeto1As ações desempenhadas em prol do desenvolvimento da cidade inspiraram a Câmara de Vereadores a outorgar o Título de Cidadão da Cidade do Salvador a Adalberto Souza Galvão (Bebeto Galvão), em solenidade realizada na noite desta segunda-feira (30).  Proposta pelo vereador Sílvio Humberto (PSB), a honraria reconhece a trajetória de compromissos do atual deputado federal com os cidadãos soteropolitanos.

Momentos marcantes em defesa dos trabalhadores da construção pesada e das demais categorias no Congresso Nacional foram destacados pelo vereador Silvio Humberto e reafirmados pelos presentes que lotaram o espaço do Plenário Cosme de Farias. “Bebeto está colhendo os frutos do seu trabalho como deputado federal, é a voz do trabalhador no Congresso, é útil para o Brasil e para Salvador na construção dos direitos trabalhistas”, disse o desembargador Valtércio de Oliveira.

A capacidade de articulação política de Bebeto Galvão também foi lembrada durante a 13346766_1787068391526618_4871514071769939674_nSessão. “Salvador, muito graciosa, sabe conquistar aqueles que aqui chegam e o reconhecimento da Câmara por meio de Silvio Humberto representa uma união que deu certo e com aplausos dos socialistas baianos seja bem-vindo a condição de cidadão soteropolitano”, parabenizou a senadora Lídice da Mata.

De acordo com o vereador Sílvio Humberto, a luta contra o racismo também é motivo para o reconhecimento da capital da negritude. “Precisamos da atuação de Bebeto, da sua liderança para impedir a redução da maioridade penal, impedir a revogação do estatuto do desarmamento, para a acabar com os autos de resistência e para evitar que o congresso tome a prerrogativa do executivo de homologar terras indígenas e quilombolas. Salvador, a cidade mais negra da Bahia, muito se orgulha em ter esse homem como seu mais novo filho”, ressaltou.

Emocionado, Bebeto Galvão agradeceu a homenagem. “Salvador criou sua resistência, uma lógica para mostrar a todo tempo que é diversa na religiosidade, no cotidiano cultural, em seu próprio desenho social, mas dentre as diversidades, esta é uma cidade majoritariamente negra e para a minha alegria e de todos os amigos que aqui estão, agora sou filho de Salvador e quero agradecer, com muita honra e muita emoção, esse Título que recebo da Câmara de Salvador por indicação do vereador Sílvio Humberto”.

Estavam na mesa da sessão solene a secretária estadual de Políticas para Mulheres, Olívia Santana, a deputada estadual Fabíola Mansur (PSB), o desembargador Valtércio de Oliveirao,  o superintendente Regional do Trabalho, Flávio Nunes, o diretor do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção de Estradas Pavimentação e Obras de Terraplenagem (Sintepav-BA), Irailson Warneaux (Gazo); o vice-presidente da Força Sindical, Nilson Bahia e o advogado Flávio Camming. A vereadora Aladilce Souza presidiu os trabalhos durante o discurso do vereador Silvio Humberto.

Biografia

Nascido em 1962, em Ilhéus, onde começou a sua vida política como vereador, Adalberto Souza Galvão é formado em História pela Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc). Apesar de cumprir o primeiro mandato na Câmara Federal, é considerado um dos parlamentares mais influentes do Congresso Nacional.
Sua militância política começou, na década de 70, no movimento estudantil e, na década de 80, iniciou sua trajetória como sindicalista.
Presidente do Sintepav, Bebeto Galvão se tornou referência internacional na luta dos direitos dos trabalhadores. Antes de assumir uma cadeira no Congresso Nacional, foi um dos responsáveis por organizar e elaborar o modelo do Serviço de Intermediação de Mão de Obra (Simm) em Salvador.

Educação para acabar o machismo

13240679_1071238592948543_5907743187913692015_nSe os inúmeros casos de estupros individuais e outras formas de violência contra as mulheres que frequentam o nosso cotidiano fossem punidos exemplarmente. Certamente, poderíamos considerar esse caso do estupro coletivo assim como o assassinato da professora Sandra Regina pelo marido dentro da escola municipal como surreais, mas infelizmente não. Portanto, urge, sem nenhum tipo de concessão, a ampliação das políticas públicas para promoção das mulheres, entre elas, a educação voltada para o respeito às diversidades( gênero, sexual, etnicorracial, religiosa, pessoas com deficiência). Um dos caminhos para mudar esse estado de coisas é Educar para promover a equidade, visto que as violações contra as mulheres não começam , em geral, com um ato violento explícito, as vezes, uma frase simples dita até em tom de piada: minha mulher, minha propriedade ou quando nós, sobretudo os homens, não nos indignamos com a frase : bela, recatada e do lar

Vai sobrar para você, África!

Hoje se comemora, em todo o mundo, o Dia da África, data que simboliza a luta pela descolonização, o apoio global para os movimentos de libertação nacional e a busca pela unidade africana.

13241219_1070443363028066_3810979657461714080_nEm entrevista recente para a jornalista Mirian Leitão, o atual chanceler interino senador josé serra, afirmou que deve-se acabar com esse tratamento “infantil” que vem sendo dado pelos governos Lula e Dilma à África. Segundo ele, a África será tratada como adulta. O que isso significa mesmo para as relações Brasil- ÁFRICA?
Podemos de fato classificar o aumento da presença brasileira nas últimas décadas como uma política infantil? A realização da CIAD (a conferência de intelectuais da África e da Diáspora, em Salvador no ano de 2006) como parte dessa infantilização do continente africano?

A promulgação da Lei 10639/2003 que instituiu o ensino da historia da África e da cultura afro-brasileira nos currículos escolares também como infantil? Os acordos de cooperação com África do Sul (Brics, Ibas)?

Essa “adultização” das relações Brasil-África possibilitará o fortalecimento dessas relações para um novo patamar que conduza, entre outras coisas, a uma maior participação dos afro-brasileiros, para além da concentração ao nível governamental e empresarial, no intercâmbio cultural, comercial e político? Ou se resumirá a fechar embaixadas e consulados, como já se anuncia, em nome da “eficiência” da gestão? Ou ainda, a visão estritamente comercial que não considera a dimensão imaterial dessas relações como elemento importante para o fortalecimento das relações econômicas.

E os africanos estão conscientes que eram tratados como crianças? E agora, terão um novo “salvador”, ou melhor, uma reedição de Tarzan, rei das selvas africanas, que decretará sua emancipação. Olhe, vocês não são coitadinhos. Vocês são adultos! Onde foi parar a tal autodeterminação dos povos?
Companheiras e companheiros, irmãos e irmãs, tenho sérias dúvidas que teremos um novo patamar acima dessas relações, se considerarmos que, no plano interno, o governo interino dos 22 homens brancos tem desconsiderado as políticas de igualdade racial e de gênero, incluindo a grave ameaça que paira sobre a demarcação das terras quilombolas e indígenas. Diante disso, nós afro-brasileiros, povo da periferia, defensores das diversidades como valor civilizatório… Tudo a temer, a possibilidade de RETROCESSO é real, Cuidemo-nos África e seus descendentes!

Reflexões sobre o 13 de maio nesses dias de golpe

Salve os pretos velhos e as pretas velhas!

Há 128 anos foi abolida formalmente a escravidão.  Graças à luta dos escravizados, gente livre, gente liberta, abolicionistas, abolicionistas de conveniência, a economia. As vésperas do 13 e alguns dias que se  seguiram levavam a crer que o complexo casa grande&senzala cairia e um novo amanhã nasceria para a Senzala. Este dia 14 amanheceu, desfez-se parte do complexo, mas isso não significou o  desaparecimento da casa grande. Seus moradores e comensais não só conseguiram mantê-la, evidentemente com algumas perdas, como também edificá-la rapidamente ao não garantir igualdade de oportunidades à Senzala, manteve-se e ampliou-se exponencialmente as hierarquias raciais e sociais herdadas da escravidão. E mais, sabemos, que a abolição tornou ilegal a condição de escravo, mas os ex-escravizados  permaneceram negros e negras bem como seus descendentes foram tornados negros. Você nasce um ser humano, o racismo lhe desumaniza e o torna negro e negra.

1505023_628443817217133_1691670840_nO que fizemos nos quatro cantos do mundo inteiro onde nos espalharam?  Ressignificamos o tornar- se negro para o Ser Negro. O negativo em positivo. O feio em Belo. Rompemos os grilhões, ainda restam muitos, da escravidão mental. SIM, nós podemos! Afirmamos, diariamente como ser humano na luta pela vida e cidadania plena. Por isso, irmã e irmão, velh@s malungos e nov@s malungos, estou certo e convicto que vamos impor mais uma derrota a casa grande. Vamos refletir juntos… Ao terminar a escravidão, a casa grande teve que paulatinamente desracializar os conflitos, edificando o mito da Democracia racial.  Afirmar cotidianamente que a cor não importava, somos uma grande mistura, a miscigenação da porteira para fora. Como já disse a miscigenação com hierarquias raciais e sociais, nessa ordem. E assim, passaram-se décadas, apesar de inúmeras denúncias de racismo e que a realidade não correspondia aos fatos. O tal racismo “cordial” brasileiro. Racismo é racismo.

As duas primeiras décadas do século XXI, a casa grande e seus comensais tiveram que lidar com a onda, quase um tsunami, das ações afirmativas. Reações diversas: perplexidade às ações judiciais. Salve movimento negro, Vitória incontestável no STF. Muitos negros e negras fora de ordem, resultado:  racismo aqui, ali, acolá,  real, virtual, gente preta simples, gente preta famosa. O racismo não tira férias.

O último lance, digo o lance mais recente, da luta pós-abolição, o dia 14 que nunca tem fim, o mais longo dos dias, foi a arquitetura do golpe em curso. Indo direto ao ponto, o que sustentou a narrativa do discurso contra o golpe em curso foi afirmar peremptoriamente a cor das elites e dos seus comensais. Racistas, machistas, fascistas não passarão! As elites tiveram que ir às ruas para defender seu quinhão… tiveram que sair do alpendre da casa grande e destilar todo seu incômodo e descontentamento com o andar de baixo.

Ontem, assistindo a posse do ministério dos golpistas e a estrutura, foi fácil constatar o fim da diversidade cultural, étnico-racial e de gênero enquanto política. Junção das pastas educação e cultura, extinção das secretarias de igualdade racial, das mulheres e da cidadania, ao ter sido fundida antes, com a presidenta Dilma II, facilitou a sua extinção. A cidadania também sumiu e vai virar caso de polícia com o fato de o ministro de justiça ser o secretário de segurança pública. Que retrocesso!

O resultado é que aos treze dias do mês de maio de 2016 temos a casa grande de volta, branca, recatada e do lar, diga-se de passagem, com o apoio de alguns “ex- senzaleiros”.

Lembrando o nosso  Poeta José Carlos Limeira “Se Palmares não existe mais, faremos Palmares de novo ” E aí vamos!

 

Presidente da Comissão de Educação cobra esclarecimentos sobre reforma inacabada em escola municipal

A convite do conselho escolar da Escola Municipal Governador Roberto Santos, o presidente da Comissão de Educação, vereador Sílvio Humberto (PSB) foi verificar na manhã desta quarta-feira (12) a situação da unidade de ensino, que segundo a Secretaria Municipal de Educação (SMED), teve a reforma estrutural concluída em dezembro do ano passado.

IMG_20160512_102028Localizada no bairro do Cabula, a poucos quilômetros da recém-inaugurada Escola Municipal do Alto da Cachoeirinha, a escola Robertinho, assim conhecida pela comunidade escolar, vive uma realidade muito diferente. Os mesmos problemas anteriores a reforma, como queda de energia, salas sem ventilação, infiltração e agora mais um agravante, resto de materiais de construção acumulando água parada, preocupam os educadores que não sabem de que forma se deu o contrato celebrado entre a secretaria e empresa responsável pela obra.

IMG_20160512_102633A “nova” Robertinho quebrou a expectativa dos alunos que além de não terem aulas de teatro, dança e nem mesmo informática, por inúmeras vezes são liberados antes do horário por falta de merenda escolar. “É violação de direitos, vamos solicitar a SMED o oficio do contrato de reforma, que deram como concluída e explicações sobre merendas descasadas que está impedindo o aprendizado pleno das crianças”, declarou Sílvio Humberto.

 

“Os responsáveis precisam ser processados e punidos”, declara Sílvio Humberto sobre os recentes casos de racismo na internet

Em entrevista para a TV Câmara, na tarde desta terça-feira (03), o vereador Sílvio Humberto (PSB) externou a sua indignação com os crescentes casos de racismos na internet, que na mesma semana, vitimaram duas mulheres negras baianas, a jornalista Maíra Azevedo, criadora da personagem Tia Má e a antropóloga Naira Gomes, uma das organizadoras da Marcha do Empoderamento Crespo.

“São dois fatos que demonstram que o racismo não tira férias e vem acontecendo nas redes sociais com pessoas com visibilidade, mais uma vez reafirmando que a discriminação racial não tem a ver com classe ou projeção social. O racismo desumaniza as pessoas, é considerar que o outro não é ser humano e esse tipo de visão precisa ser combatida e execrada da sociedade brasileira de uma vez por todas”, afirmou o parlamentar, acreditando também, que buscar a justiça denunciando as agressões virtuais é o melhor caminho. “O racismo provoca sequelas incuráveis, não é um simples maltrato, e não se resolverá com o pedido de desculpas, é um crime e os responsáveis precisam ser processados e punidos”.

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