Vilma Reis recebe medalha Zumbi dos Palmares

A iniciativa de reconhecer a contribuição da socióloga na luta antirracista com a entrega da honraria municipal é do vereador Sílvio Humberto (PSB)

 

14053908_1132346396837762_6612368261829623455_oNa próxima quarta-feira, dia 31, às 19h, no Plenário Cosme de Farias, da Câmara Municipal de Salvador, a socióloga Vilma Reis recebe a medalha Zumbi dos Palmares das mãos do vereador Sílvio Humberto (PSB).

Atual ouvidora da Defensoria Pública do Estado, Vilma Reis é uma referência nacional na luta antirracista, contra o genocídio da juventude negra, na defesa das comunidades LGBT, dos direitos das religiões de matriz africana, além de ter atuação de destaque pela reconhecimento do Quilombo Rio dos Macacos.

“Vilma Reis sempre deu uma forte contribuição para transformar Salvador, a Bahia, o Brasil em um lugar mais justo. É uma mulher que serve de inspiração para nossos jovens. Vilma é um ser humano que nunca se furtou da luta contra todas as formas de discriminação. Sempre nos lembra de Lélia Gonzalez, ao repetir que chama todos pelo nome e sobrenome, para que o racismo não coloque apelido. Por isso, ela merece receber essa honraria, que leva o nome do maior herói negro brasileiro”, explica Sílvio Humberto.

Para a homenageada, receber a medalha é o reconhecimento da sua trajetória dedicada aos movimentos sociais. “É importante receber a Medalha Zumbi dos Palmares enquanto um destaque ao trabalho em curso com diversos Movimentos Sociais, e por isso este prêmio deve ser dividido com as várias representações, companheiras, irmandades que fazem parte desta trajetória em celebração neste momento. Viva nós e as Águas”, diz Vilma Reis.

A medalha Zumbi dos Palmares é uma honraria concedida a pessoas, grupos ou entidades que se destacam em diversos âmbitos da sociedade, na luta pelo combate à prática do racismo e a favor da cultura afro-brasileira.

Sobre Vilma Reis – Natural de Nazaré das Farinhas, Recôncavo baiano, é socióloga , ativista do Movimento de Mulheres Negras, foi professora da Universidade Estadual da Bahia, pesquisadora associada do projeto Raça e Democracia nas Américas e da Associação Nacional de Cientistas Políticos Negros/as dos EUA, possuindo importantes reflexões sobre racismo institucional. Entre suas várias trincheiras de luta estão o Centro de Estudos Afro-Orientais (Ceafro) e o Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra (CDCN). Filha de santo do Terreiro do Cobre, Vilma Reis destaca a contribuição de sua Mariwô Reis para a sua formação. “Cresci ouvindo que ela estava labutando na roça e nas casas dos brancos, mas eu tinha a obrigação de ser doutora”. E assim foi feita a vontade de dona Mariwô!

Não estamos participando das Olimpíadas, diz Sílvio Humberto sobre velocidade para votar a Louos

Silvio_Humberto_PSB_06_04_Foto_Valdemiro_Lopes_201387171757859478 Com críticas à visão de cidade “(im)posta” pela Lei de Ordenamento do Uso e da Ocupação do Solo do Município de Salvador (Louos), o vereador Sílvio Humberto (PSB), votou contra o projeto de lei que discorre sobre a matéria na manhã desta quinta-feira (04), durante reunião da Comissão Especial da Louos.
“A Louos materializa as diretrizes do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU) e nos posicionamos contrários ao projeto pelas inconsistências e açodamento do processo, que se deu com tanta brevidade”, explicou o socialista que atualmente é líder da Oposição e ocupa a vice-presidência da Comissão de Finanças, Orçamento e Fiscalização. De acordo com Sílvio Humberto, os vereadores estão tomados pelo ‘espírito olímpico’ e em menos de um mês, levaram um projeto tão complexo à votação. “Respeito a cidade e entendo que não podemos pensar nosso futuro com essa rapidez, envolve a vida de todos nós e quando envolve matéria urbanística todo cuidado é pouco”, ressaltou.
O voto em separado contrário ao parecer do relator foi apresentado em conjunto com a vereadora Aladilce Souza (PCdoB), e um dos itens do documento aponta para um erro no processo de condução que pode levar a judicialização do projeto por inconstitucionalidade formal, já que a Louos chegou à Câmara antes de ser sancionada a lei do PDDU.
“O direito à cidade ainda será para alguns enquanto as pessoas que moram na capital em áreas distantes continuarem afirmando que vão a cidade, quando na verdade, estão apenas a caminho do Centro”, reflete Sílvio Humberto.