Mulheres baianas rendem homenagem a Luiza Bairros

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Ex-ministra é reverenciada pelo seu poder de influenciar

Um plenário lotado de emoção e beleza reverenciou, na noite desta quinta-feira (13/07), a trajetória da ex-ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Luiza Bairros. Histórias da vida da militante feminista e do movimento negro foram relatadas durante a Sessão Especial, realizada na Câmara Municipal de Salvador, por iniciativa do vereador Sílvio Humberto (PSB). A cerimônia teve como tema ‘Negras Mulheres, Femininos Poderes – Luiza Bairros, um poder que nos move’.

O tributo foi estendido a outras mulheres e militantes do movimento negro e feminino, que relembraram os momentos de convivência com a ex-ministra, seja nas atividades políticas ou nos momentos de lazer. Todas foram unânimes em falar do aprendizado e do privilégio de terem convivido com a homenageada.

Sílvio Humberto falou da sua “honra em poder celebrar a história de uma grande mulher”. Para o vereador, a comemoração estava sendo dedicada à vida de Luiza Bairros, “já que de algum modo ela está presente aqui nesta noite”, observou. Sílvio ressaltou a transcendência da luta da homenageada, representada pela continuidade da ação de cada uma das mulheres presentes no ato. “Luiza se libertou do plano físico, da matéria que aprisiona os nossos espíritos, para poder estar em toda parte, fortalecendo àqueles que acreditam nos seus ideais”, concluiu.

LuizaHomenageadas – Intercalada por performances musicais e poéticas, seis mulheres, de distintas gerações, foram reverenciadas em nome de todas as presentes na cerimônia. A líder espiritual Valdina Pinto, Makota do Terreiro Tanuri Junsara, representou as mulheres religiosas. Maíra Azevedo, jornalista e criadora da personagem Tia Má, foi a representante das comunicadoras. Os demais poderes femininos foram simbolizados pela ouvidora-geral da Defensoria Pública do Estado da Bahia, Vilma Reis; por Naira Gomes, organizadora da Marcha do Empoderamento Crespo; Teresinha Barros, educadora e militante feminista; e pela diretora do escritório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), em Salvador, Helena Oliveira.

Makota Valdina destacou na sua fala, as profundas marcas de aprendizado deixadas em todos os que conviveram com Luiza. Observação endossada pela jornalista Maíra Azevedo, que creditou a continuidade da sua famosa personagem ao incentivo recebido da homenageada. A generosidade da ex-ministra também apareceu nas falas da professora Teresinha Barros, da diretora da Unicef-Salvador, Helena Oliveira e da antropóloga Naira Gomes. A socióloga Vilma Reis foi a última da noite a discursar e ressaltou a altivez como um traço marcante de Luiza, que, segundo ela, deve ser incorporado por todas as mulheres negras. “Não podemos ter medo de ter poder”, pontuou Vilma.

Luiza 3Performances – Soltaram a voz durante o evento, os cantores Guiguio Shewell, Matilde Charles, Vanessa Borges, Nara Couto e Josi Andrade. Enquanto os versos foram declamados pelas poetas Sueide Kintê, Lívia Natália e Vera Lopes. A cerimônia teve ainda a participação da dançarina Edileuza Santos e do grupo População Magoada.

Luíza Bairros nasceu em Porto Alegre (Rio Grande do Sul) e veio para Salvador em 1979, quando passou a atuar no Movimento Negro Unificado (MNU). Foi secretária de Promoção da Igualdade do Estado da Bahia (Sepromi) no governo Jaques Wagner (2008 a 2011).

Capoeiristas se reúnem em defesa de projeto social

O ato foi motivado pela expulsão de grupo de capoeira da associação de moradores

Alunos de capoeira do Projeto Social Ginga N’Ativa, comandado pelo professor Edson Negrete, na comunidade conhecida como Largo do Binóculo (Rua Miguel Lemos), no bairro da Federação, estão impedidos de praticar a atividade, em virtude de uma decisão tomada pelo presidente da Associação dos Moradores da Comunidade. O líder da instituição fechou as portas para o mestre e as crianças que praticavam a capoeira nas dependências da associação.

Fotos - Assessoria (3)

Após diversas tentativas frustradas de diálogo, o professor Negrete convocou capoeiristas e interessados em questões sociais para um ato público na frente da entidade. O encontro, que contou com a presença do vereador Sílvio Humberto (PSB), aconteceu na noite desta terça-feira (11/07), e teve também a participação de grupos de capoeira de diferentes bairros de Salvador, além de militantes do movimento negro.

O objetivo da manifestação, segundo o professor Negrete, é o de reivindicar, junto ao presidente da associação, o direito dos alunos, que são moradores da comunidade, de acessarem o espaço e voltarem a praticar a atividade. “Convocamos a todos aqui, para que os moradores tomem conhecimento dessa situação absurda e se aliem a nós. O nosso único interesse é o de continuar ensinando a nossa arte às crianças da comunidade”, discursou o professor.

Desrespeito – Após uma caminhada de protesto pelas ruas do bairro, movida ao som de berimbaus e das vozes dos capoeiristas, uma grande roda de capoeira foi formada no largo. O vereador Sílvio Humberto falou sobre os diversos ataques sofridos pela prática da capoeira e pelas demais manifestações da cultura negra. “A despeito dos usos que se fazem dos nossos símbolos, são recorrentes situações como essa, de desrespeito àquilo que está ligado à nossa cultura. Não podemos e não iremos silenciar diante desses ataques”, protestou o parlamentar.

O cantor, compositor e mestre de capoeira, Tonho Matéria, também marcou presença na caminhada e comandou o coral dos capoeiristas. “A capoeira é um patrimônio do nosso País. O trabalho que os mestres realizam nas comunidades ultrapassa a questão cultural e cumpre um papel social importante”, pontuou o capoeirista. Tonho Matéria concluiu a sua participação entoando o coro “capoeirista é igual a moribundo, mexeu com um, mexeu com todo mundo”!

 

 

Artistas de rua realizam ato público e se reúnem com secretário municipal

O encontro foi promovido pela Comissão de Cultura da Câmara

Crédito - Harrison Lago (2)Como desdobramento da audiência pública ‘A Arte de Rua e o uso dos Espaços Públicos’, realizada no último mês de maio, pela Comissão ​de Cultura da Câmara Municipal de Salvador, os artistas de rua da capital realizaram um ato nesta terça-feira (11/07), na frente do prédio da Câmara, para colherem assinaturas numa moção de protesto contra as barreiras impostas pelo Executivo Municipal para a realização das suas performances nas vias públicas e praças de Salvador.

Na sequência do ato, uma comissão de artistas foi levada pelo vereador Sílvio Humberto (PSB), que é o atual presidente da Comissão de Cultura da Câmara, para uma reunião com o secretário municipal de Trabalho, Esporte e Lazer (Semtel), Geraldo Júnior. O objetivo do encontro, segundo o vereador, foi dar consequência ao debate realizado durante a audiência. “O primeiro momento foi o da escuta. Agora, precisamos dar prosseguimento ao debate, acionando as instâncias que tratam dos pleitos dos artistas e materializando os anseios destes homens e mulheres que movimentam a Cultura da cidade”, explicou o vereador.

O secretário da Semtel escutou as demandas apresentadas pelos artistas e explicou aos participantes o escopo de atuação da Central Integrada de Licenciamento de Eventos (CLE), órgão responsável por coordenar as ações das diversas secretárias envolvidas com o tema no município. Geraldo Júnior se declarou favorável aos pleitos e assumiu a posição de adotar as devidas providências para superar os equívocos existentes no Decreto 26.021/2015, do Executivo Municipal, que estabelece a tarifação dos artistas de rua para a realização das suas performances.

Encaminhamentos – Ficou acordada uma articulação dos artistas com a Comissão de Cultura para a apresentação das propostas das diversas linguagens e formulação de um documento que possa nortear as alterações no atual regramento da atividade. Sílvio colocou a estrutura da Comissão à disposição dos artistas e defendeu a realização das atividades. “O que fazem estas mulheres e homens é vital para a capilarização da Cultura e da Arte pelas ruas de Salvador. Além de promover a geração de renda que circula na própria cidade”, pontuou o vereador.

Foi deliberado ainda a realização de novas reuniões, com gestores de outras pastas, visando o alinhamento das propostas debatidas com o secretário da Semtel e o fim do impasse criado com a interpretação do decreto, retirando os artistas de rua do escopo desta regra. “Demos um passo importante hoje. É muito significativo para nós poder colocar os artistas no centro da discussão, para que nenhuma decisão sobre eles seja tomada sem a participação deles. Esse é um lema do nosso mandato”, destacou Sílvio Humberto.

Mulheres negras inspiradoras rememoram legado de Luiza Bairros

Câmara de Salvador sedia o evento que acontece nesta quinta-feira

WhatsApp Image 2017-07-11 at 14.15.06Em alusão as diversas lutas travadas por mulheres negras, que resistem e se posicionam na sociedade contemporânea, será realizada a Sessão Especial “Negras Mulheres Femininos Poderes – Luiza Bairros, Um Poder Que Nos Move”, nesta quinta-feira (13), às 18 horas, no Plenário Cosme de Farias da Câmara de Salvador. Construído coletivamente e em memória a militante negra e feminista, Luiza Bairros, o evento que terá o “tom da continuidade”, dará voz a mulheres movidas e motivadas por Luiza no convívio direto ou por meio do conhecimento de sua história.

“Falaremos de mulheres negras, seus poderes e de Luiza Bairros como uma inspiração de lutas que perpassam as nossas demandas coletivas por respeito, dignidade e bem viver”, explica a antropóloga Naira Gomes, que falará na solenidade em nome da Marcha do Empoderamento Crespo, coletivo apoiado publicamente por Luiza.

A Sessão Especial foi requerida pelo vereador Sílvio Humberto (PSB), em reconhecimento a contribuição de “uma das grandes militantes negras dentro da diáspora” para um país mais justo e menos desigual. “Participar desta construção coletiva é ser coerente com a história de vida de Luiza que reafirmava não ter saídas individuais no enfrentamento contra o racismo”, recordou o parlamentar.

Religar, comunicar, conduzir, escutar e empreender são alguns dos “poderes” que estarão representados numa mesa composta por Valdina Pinto, Makota do Terreiro Tanuri Junsara; Vilma Reis, ouvidora-geral da Defensoria Pública do Estado da Bahia; Maíra Azevedo, jornalista e personagem Tia Má;  Naira Gomes, organizadora da Marcha do Empoderamento Crespo e Teresinha Barros, educadora e militante feminista.

Vereador comemora implantação de cotas na USP

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A aprovação da política de inclusão de alunos pelas cotas raciais e oriundos de escolas públicas na Universidade de São Paulo (USP), foi destacada pelo vereador Sílvio Humberto (PSB), durante a Sessão Ordinária da Câmara Municipal, nesta quarta-feira (05/07). Na ordem do dia da Casa Legislativa, estava pautada a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2018, que foi aprovada com voto contrário do parlamentar.

Sílvio aproveitou a sua fala para registrar a importância da implantação das cotas raciais e para alunos de escolas públicas no vestibular da instituição de ensino. “A USP era um dos últimos bastiões da resistência às políticas de ações afirmativas. Uma Universidade elitista e que resistia a esse avanço, encampado por quase todas as instituições de ensino do País”, pontuou o vereador.

O parlamentar ressaltou o fato como digno de comemoração, mas sem deixar de chamar a atenção para a necessidade do acompanhamento do processo, fazendo alusão aos graves problemas enfrentados pelas políticas de cotas em certames universitários e concursos públicos por todo o Brasil. “É uma vitória do povo negro, resultado de muita luta e resistência. Devemos sim comemorar, mas sem descansar. Não podemos abrir espaço para a ‘afro-conveniência’, que tem feito sucessivos ataques às nossas conquistas”, alertou Sílvio, fazendo referência aos casos de falsidade nas autodeclarações de negritude em concursos públicos.

A nova política aprovada pelo Conselho Universitário da USP, órgão máximo de decisão da universidade, já vale para o próximo vestibular da Fuvest (Fundação Universitária para o Vestibular). Em 2018, a USP oferecerá 11.147 vagas de graduação, sendo que 75,4% serão selecionadas pela Fuvest e 24,6% serão oferecidas pelo Sisu (Sistema de Seleção Unificada), que usa a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Com informações do Portal G1.