Capoeiristas se reúnem em defesa de projeto social

O ato foi motivado pela expulsão de grupo de capoeira da associação de moradores

Alunos de capoeira do Projeto Social Ginga N’Ativa, comandado pelo professor Edson Negrete, na comunidade conhecida como Largo do Binóculo (Rua Miguel Lemos), no bairro da Federação, estão impedidos de praticar a atividade, em virtude de uma decisão tomada pelo presidente da Associação dos Moradores da Comunidade. O líder da instituição fechou as portas para o mestre e as crianças que praticavam a capoeira nas dependências da associação.

Fotos - Assessoria (3)

Após diversas tentativas frustradas de diálogo, o professor Negrete convocou capoeiristas e interessados em questões sociais para um ato público na frente da entidade. O encontro, que contou com a presença do vereador Sílvio Humberto (PSB), aconteceu na noite desta terça-feira (11/07), e teve também a participação de grupos de capoeira de diferentes bairros de Salvador, além de militantes do movimento negro.

O objetivo da manifestação, segundo o professor Negrete, é o de reivindicar, junto ao presidente da associação, o direito dos alunos, que são moradores da comunidade, de acessarem o espaço e voltarem a praticar a atividade. “Convocamos a todos aqui, para que os moradores tomem conhecimento dessa situação absurda e se aliem a nós. O nosso único interesse é o de continuar ensinando a nossa arte às crianças da comunidade”, discursou o professor.

Desrespeito – Após uma caminhada de protesto pelas ruas do bairro, movida ao som de berimbaus e das vozes dos capoeiristas, uma grande roda de capoeira foi formada no largo. O vereador Sílvio Humberto falou sobre os diversos ataques sofridos pela prática da capoeira e pelas demais manifestações da cultura negra. “A despeito dos usos que se fazem dos nossos símbolos, são recorrentes situações como essa, de desrespeito àquilo que está ligado à nossa cultura. Não podemos e não iremos silenciar diante desses ataques”, protestou o parlamentar.

O cantor, compositor e mestre de capoeira, Tonho Matéria, também marcou presença na caminhada e comandou o coral dos capoeiristas. “A capoeira é um patrimônio do nosso País. O trabalho que os mestres realizam nas comunidades ultrapassa a questão cultural e cumpre um papel social importante”, pontuou o capoeirista. Tonho Matéria concluiu a sua participação entoando o coro “capoeirista é igual a moribundo, mexeu com um, mexeu com todo mundo”!

 

 

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