Gestão do DEM, em Camaçari, tem greve de mais de 30 dias na Educação

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“Aqui e lá é tudo a mesma coisa”, diz vereador, sobre greve dos professores

Os professores da rede municipal de ensino da cidade de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, estão em greve desde o dia 1º de agosto. Os trabalhadores reivindicam, dentre outros pontos, reajuste salarial, melhores condições de trabalho, melhorias nas salas de aula e na qualidade do transporte dos alunos. As tentativas de entendimento com o Executivo municipal, até aqui, não promoveram avanços.

Pais dos estudantes, preocupados com o comprometimento do ano letivo, já fizeram protestos na frente de escolas e reclamam que desde o início do ano já ocorreram diversas paralisações. O Executivo alega que já ofereceu o que pôde à categoria. Do lado dos profissionais, o Sindicato (ver o nome) reclama do descaso do prefeito com a educação, explicitado pelo desrespeito aos professores. Denunciam ainda, ameaças sofridas pelos trabalhadores de descontos do salário e abertura de processos administrativos.

O vereador Sílvio Humberto (PSB) avaliou a situação como inadmissível. “Os estudantes não podem ser penalizados dessa maneira pela falta de sensibilidade dos gestores”. Segundo ele, o prefeito deveria ter aberto canais de diálogo com a categoria, para evitar que a situação chegasse a esse ponto. “Isso demonstra a total falta de compromisso com a educação. Todos aqueles que assumem uma posição de gestão precisam ter ciência da importância da negociação numa situação como esta”, analisou Sílvio, que é professor e ex-presidente da Comissão de Educação da Câmara Municipal de Salvador.

O parlamentar chamou a atenção para a semelhança do tratamento dispensado aos profissionais da educação em Camaçari e Salvador. “Aqui e lá é tudo a mesma coisa. E não por coincidência o prefeito Antonio Elinaldo é do mesmo partido do gestor da capital”, comparou. Sílvio relembrou a Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) movida pelo DEM contra as cotas nas universidades. Para ele o partido atua como “inimigo declarado da educação e daqueles que mais precisam das escolas públicas”. “Camaçari e Salvador não se diferenciam. São cidades que ressuscitaram o combalido DEM e agora pagam caro por isso”, arrematou.

Vereador de Salvador participa de seminário, na Paraíba, sobre genocídio da população negra

Divulgação do seminário (2)

“Precisamos reconhecer a humanidade dos corpos negros que caem”, diz Sílvio Humberto

O Comitê Interinstitucional de Monitoramento e Avaliação de Políticas Públicas e ao Enfrentamento do Genocídio da População Negra realizou, esta semana (30 e 31 de agosto), o ‘I Seminário Paraibano Sobre o Genocídio da População Negra e Políticas Educacionais’. O evento, promovido em parceria com o Ministério Público Federal da Paraíba (MPF/PB), ocorreu no auditório da sede do órgão, em João Pessoa (PB). O objetivo, segundo os organizadores, foi o de promover debates e definir propostas para o enfrentamento do racismo e das desigualdades sociais no País.

O vereador Sílvio Humberto (PSB) foi convidado a compor um dos painéis do seminário, contribuindo com a discussão na mesa ‘Caminhos para Prevenção e Enfrentamento ao Genocídio da População Negra’. O parlamentar, que possui um histórico de militância na luta antirracista, chamou a atenção para o que julga ser prioritário. “Para avançarmos nesse debate, precisamos dar um passo fundamental que é o de reconhecer a humanidade dos corpos negros que caem”.

Para Sílvio, as causas do genocídio da juventude negra estão postas, assim como as propostas para o seu enfrentamento. “A decisão para implementá-las é política. Mas a participação das ruas, do parlamento, do executivo, das nossas organizações é fundamental. Portanto, a mobilização precisa ser permanente”, analisou o vereador, que defendeu também a necessidade de que a sociedade se importe com as pessoas.

Divulgação do seminárioDebates – A programação do evento contou com apresentações artísticas e mostras afro-pedagógicas, através de livros e vídeos. As mesas de debates foram formadas por autoridades do meio jurídico, da academia, além de representantes do poder executivo, dos movimentos sociais e parlamentares.

O Comitê Interinstitucional de Monitoramento e Avaliação de Políticas Públicas e ao Enfrentamento do Genocídio da População Negra faz parte de uma campanha nacional promovida pelo Movimento Negro Brasileiro, tendo como principal objetivo a efetivação plena de políticas públicas específicas para a população negra e a promoção de ações de enfrentamento ao genocídio dos negros.