Steve Biko celebra 25 anos de resistência e inclusão

Políticas de inclusão promovidas pelo instituto foram enaltecidas na sessão especial

 

IMG_7824Resistência, reparação, inclusão, educação e pertencimento. Essas foram algumas das palavras mais repetidas durante a sessão especial que celebrou os 25 anos do Instituto Cultural Steve Biko no Plenário Cosme de Farias, na noite desta terça-feira (12). Militantes do movimento negro, estudantes, professores e colaboradores lembraram o histórico de políticas criadas pela instituição e voltadas para a ascensão da população negra.
Um dos fundadores e presidente de honra da ‘Biko’, o vereador Sílvio Humberto (PSB) relatou muitas das dificuldades, mas, sobretudo, projetou avanços. “Quando nós começamos esse movimento não sabíamos onde chegaríamos. Em tempos de perdas de direitos e retrocessos civilizatórios, estamos ratificando as nossas resistências, o compromisso com a nossa ancestralidade e que não descansaremos até atingirmos os nossos objetivos. Longa vida ao Instituto Cultural Steve Biko”, afirmou Sílvio Humberto.
Se o ditado diz que “pelos frutos você conhece a árvore”, Rosana Chagas, aluna egressa do instituto, foi a encarregada de dar o primeiro testemunho. A jovem do bairro de Fazenda Coutos, no Subúrbio Ferroviário, relatou “a transformação cultural” que aconteceu em sua vida através da Steve Biko.
Diretora Executiva do instituto, Jucy Silva lembrou as “muitas trajetórias de superação” promovidas através da Biko. Já Sueli Carneiro, fundadora e coordenadora do Instituto Mulher Negra de São Paulo, falou sobre o reconhecimento da entidade em todo o país. “É uma justa homenagem a essa organização da sociedade civil nacionalmente aplaudida pela luta contra o racismo e pela valorização da juventude negra”, declarou.

“(Na) Minha pele”

A letra da canção “Alegria da Cidade”, de autoria de Margareth Menezes, foi recitada pelo IMG_7639cantor Lazzo Matumbi. “A minha pele de ébano é; a minha alma nua; espalhando a luz do sol; espelhando a luz da lua” e emocionou negras e negros, que exibiam o orgulho do cabelo crespo, da boca e nariz avantajados e da cútis preta.
“Na Minha Pele” é o nome do livro lançado pelo ator e diretor Lázaro Ramos, que, através de vídeo, também falou sobre a relação com o Biko. “Há muitos anos acompanho e estou muito feliz ao ver o crescimento. Torço que essa história continue por muito tempo. Força, resistência e alegria”, festejou.

Formação e consolidação

Stephen Bantu Biko foi um ativista anti-apartheid da África do Sul na década de 1960 e 1970. Líder estudantil, fundou o Movimento da Consciência Negra (Black Consciousness Movement), que mobilizava grande parte da população negra urbana. Desde sua morte sob custódia da polícia, foi chamado de mártir de um movimento anti-apartheid. Seus escritos e ativismo capacitaram pessoas negras e era famoso pelo slogan “black is beautiful”, que o próprio descreveu como: “você está bem como você é, comece a olhar para si mesmo como um ser humano”.

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Instituto Cultural Steve Biko fundado em 31 de julho de 1992 por iniciativa de professores e estudantes negros e negras que criaram o primeiro curso pré-vestibular voltado para negros no Brasil.
Em reuniões na Faculdade de Economia da Universidade Federal da Bahia, e embasados nas lutas antirracistas ao redor do mundo, viu-se a urgente necessidade de reunir a militância negra em nível nacional ao redor da educação.
O Instituto Steve Biko surgiu e cresceu buscando a inserção dos negros no espaço acadêmico como estratégia para sua ascensão social e o combate à discriminação racial.

Fonte: Câmara de Salvador

 

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