“Os baianos precisam tomar conhecimento desse mal”, alerta presidente do HTLVida

Foto Assessoria do vereadorA presidente do Grupo de Apoio aos Portadores do Vírus HTLV do Estado da Bahia (HTLVida), Adijeane Oliveira, ocupou a Tribuna Popular da Câmara Municipal de Salvador, na sessão ordinária desta segunda-feira (25/09), para reclamar da invisibilidade social da doença e convidar a sociedade soteropolitana a participar da Sessão Especial alusiva ao Dia Municipal de Prevenção e Combate aos vírus HTLV-1 e HTLV-2 (Vírus Linfotrópico de Células T Humanas).

O evento será realizado nesta terça-feira (26/09), às 09h, no Plenário Cosme de Farias, da Câmara de Vereadores, através de uma iniciativa dos vereadores Sílvio Humberto (PSB) e Aladilce Souza (PCdoB). Adijeane, que também é portadora da doença, não reclamou apenas da falta de informação sobre os vírus. Segundo ela, falta assistência, atendimento médico qualificado e medicações para os pacientes. “Tudo o que está sendo feito ainda é pouco. São 160 mil pessoas infectadas no estado e mais de 60 mil somente em Salvador. Os baianos precisam tomar conhecimento desse mal”, alertou a presidente do HTLVida, com a voz embargada e sem conter as lágrimas.

SH - Adijeane - Foto Valdemiro LopesO vereador Sílvio Humberto (PSB), autor da Lei que instituiu o Dia Municipal de Prevenção e Combate aos vírus, se solidarizou com Adijeane e destacou a importância da mobilização social para a efetivação dos direitos. “Sem a organização dessa entidade, essas pessoas continuariam invisíveis. O nosso esforço é o de ser ponte para as demandas sociais, em nome de uma sociedade mais justa”, declarou o parlamentar. Sílvio conclamou o poder público, nas suas três esferas, a “assumir a sua responsabilidade com esse conjunto de cidadãos”.

Doença – O HTLV-1 e HTLV-2 são retrovírus da mesma família do HIV, e infectam a célula T humana, um tipo de linfócito importante para o sistema de defesa do organismo. Apenas 5% das pessoas infectadas desenvolvem problemas de saúde relacionados com os vírus, sendo que nesses casos, instalam-se quadros neurológicos degenerativos graves e de leucemias e linfomas. A doença é prevalente na população negra.

 

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