Pais e educadores temem fechamento de escolas municipais

Vereadores lutam pela manutenção das unidades

Insatisfeitos com as medidas da Secretaria Municipal de Educação (Smed), que decidiu pelo fechamento de algumas escolas públicas em Salvador, mães de alunos e professores das escolas municipais Cosme de Farias e Allan Kardec estiveram reunidos com membros da Comissão de Educação da Câmara, na manhã da última quarta-feira (27), para que o colegiado interfira no processo de fechamento das unidades.

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Presentes na reunião mães, educadores e membros da Comissão de Educação. Foto: Reginaldo Ipê

De acordo com os relatos, a mobilidade, a segurança e os altos Índices de Desenvolvimento da Educação Básica não podem ser desprezados pela prefeitura. “A Allan Kardec tem sala com 15 alunos, o que para Smed é pouco mas para nós é a quantidade ideal, a maioria das crianças são do Alto das Pombas e Calabar, a escola é localizada numa zona que não tem conflitos, a questão da segurança também é importante”, afirmou Rosana Santos, mãe de uma aluna da Escola Municipal Allan Kardec.

Existe também uma preocupação com o fechamento da Escola Municipal Cosme de Farias e da Escola Municipal Sóror Joana Angelica. De acordo com a Smed, haverá uma nucleação com a Escola Municipal Professor Alexandre Leal Costa. Para o vereador Sílvio Humberto (PSB) a medida vai impactar no aprendizado dos estudantes. “Estamos falando de escolas onde não existem distorções idade e série, além de trabalhadores e trabalhadoras da região que precisam de escolas próximas para deixar seus filhos, o secretário precisa reconhecer que salas com diferenças etárias precisam ter um tratamento diferenciado”, ressaltou Sílvio.

Reunião com o secretário de Educação

No mesmo dia, os vereadores da Comissão de Educação seguiram para a Smed e levaram

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Reunião com o secretário Bruno Barral

o pleito ao secretário de Educação, Bruno Barral. Entre as justificativas para o fechamento, estão problemas estruturais e altos investimentos em escolas com poucos estudantes. “A Allan Kardec chega a ter 13 alunos, numa turma onde eram para estar 25, o custo da secretaria para manter chega a R$800 mil por ano”, afirmou o secretário, complementando que pretende humanizar os espaços e transformar as escolas numa espécie de “contra turno”, com bibliotecas para as comunidades.

Não convencidos, uma nova reunião com os pais e representantes da Educação será agendada para o início de janeiro. Estavam presentes e também se posicionaram o presidente do colegiado vereador Sidininho (Podemos) e os vereadores Aladilce Souza (PCdoB), Hilton Coelho (PSOL), Marta Rodrigues (PT).

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