Vereador promove Semana do Respeito à Liberdade Religiosa

Semana RLR

Lideranças religiosas e comunicadores que combatem a intolerância são homenageados

O vereador Sílvio Humberto (PSB) está promovendo, neste mês de janeiro, a Semana do Respeito à Liberdade Religiosa (de 15 a 21 de janeiro). O objetivo, segundo o parlamentar, é ampliar o momento de reflexão oportunizado pelo Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa (21 de janeiro). A iniciativa compreende um conjunto de ações voltadas para a promoção do respeito à liberdade de credos e provoca a militância a assumir a mobilização pela demarcação do primeiro mês do ano, como o Janeiro da Liberdade Religiosa.

O legislador, que é militante da luta antirracista e em defesa das religiões de matriz africana, explica que a intenção é dar prosseguimento à luta do movimento negro pela liberdade de culto. “As nossas construções foram todas assim, sempre pensadas para fortalecer ações anteriores. Por isso a proposta da ampliação para uma semana e depois para o mês inteiro”, esclarece Sílvio, referindo-se à criação do Dia Municipal de Combate à Intolerância Religiosa, em 2004, por iniciativa da então vereadora Olívia Santana.

A proposta do vereador reúne um conjunto de ações, como homenagens a lideranças religiosas e comunicadores que militam na causa, e publicação de artigos voltados para a temática. “A ideia, como quase todas encampadas pelo nosso mandato, é colocar o assunto na ordem do dia e provocar a militância e a sociedade, em geral, a assumir a responsabilidade pelo movimento. É construir o processo coletivamente”, pontua o parlamentar.

Intolerância

O Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa foi instituído em 2007, pela Lei nº 11.635. A data rememora o caso de intolerância e racismo religioso que resultou na morte da yalorixá Mãe Gilda, do Terreiro Ilê Axé Abassá de Ogum, em Salvador. A sacerdotisa foi acusada de charlatanismo por uma publicação de uma igreja e faleceu no dia 21 de janeiro de 2000, vítima de infarto.

Pela valorização do artesão e do artesanato

WhatsApp Image 2018-01-10 at 1.12.02 PM (1)É nas mãos dos artistas populares que a arte popular baiana ganha forma em cerâmicas, caxixis, tecidos, palhas, metais, madeira dentre outros, com bastante qualidade. Por todo o estado, temos uma infinidade de artesãos que usam sua criatividade e levam o nome da Bahia para o mundo, em obras que mostram a cultura e a identidade do nosso povo.

Foi com muita alegria que participamos do lançamento do edital de Publicização do Artesanato Baiano, na última terça-feira (09/01). O Governo do Estado dá um passo importante para garantir a qualificação e estrutura de comercialização da produção dos artesãos. A iniciativa abre possibilidades para um salto qualitativo no setor. Celebramos a ação, por ela dialogar com o nosso projeto de criação do Dia Municipal do Artesão, que teve como justificativa a necessidade de ampliar a visibilidade destes artistas/trabalhadores, que tanto contribuem para a geração de trabalho e renda para todo o estado.

São milhares de pessoas envolvidas nessa cadeia produtiva. O valor aplicado no edital vai promover a dinamização do setor e gerar, certamente, frutos positivos para o segmento, além de produzir um grande efeito multiplicador na economia dos polos atendidos por essa política.

É preciso valorizar de forma estruturante os artesãos e seus centros de abastecimento, uma vez que esses são espaços de fortalecimento da arte e da cultura. Os artesãos não podem ter os seus trabalhos desfigurados pela descaracterização dos seus espaços singulares de comercialização. E é essa manutenção que o Governo do Estado está promovendo com essa iniciativa.

Racismo: temos muito a caminhar

SH - Copia

Mais um flagrante de racismo ocorrido na Bahia. Mais um agressor detido pela prática de um crime inafiançável, para ser solto logo em seguida. O argumento usado pela defesa não deve ser tomado absolutamente como leviano. Atribuir a um agressor, em particular, ou a uma parcela considerável da população brasileira, o padecimento de um transtorno mental de natureza grave, não é de todo uma falácia.

Boa parte da população desse País parece, de fato, padecer desse transtorno. O racismo é uma chaga social que assola o Brasil. Que segrega, sabota e mata (literalmente) a potência desse País. O Brasil não será uma grande nação, enquanto insistir em inviabilizar a vida e a ascensão de mais da metade dos seus cidadãos.

Quando um racista deixa vazar em público, aquilo que carrega escondido na consciência, e que compartilha livremente nos seus círculos privados, ele está apenas a demonstrar, involuntariamente, o consciente coletivo dessa nação. Está a expor a lógica que determina o funcionamento das estruturas institucionais, que estabelece as ditas conquistas meritocráticas para uns, e o descaso e a morte para outros.

É preciso encarar isto. O racismo no Brasil, não apenas inviabiliza o direito à realização plena das pessoas. Ele também mata. E faz isso de formas recheadas de perversidade e cinismo. O descaso com os lugares desprestigiados, com a educação pública, com o acesso à saúde e à cultura são os elementos constituintes deste cenário. A conjunção destes fatores tem resultado em números alarmantes de mortes de um tipo específico de gente. Os índices apresentados, ano após ano, refutam qualquer argumento contrário.

O racismo é um fenômeno social que tem limitado, por séculos, o potencial criativo da nossa diversidade étnico-racial. Uma enorme vantagem competitiva em um mundo globalizado. Enfim, cá entre nós, uma enorme perda de tempo e de energia. Podemos ser mais e melhores.

Sílvio Humberto

*Professor da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) e vereador em Salvador

Projeto Amaralimpa promove limpeza da praia de Amaralina

Garantir a vida marinha para as próximas gerações. Com esse propósito, o mandato do vereador Sílvio Humberto participou e apoiou a edição 2018 do Projeto Amaralimpa. A atividade, realizada na praia de Amaralina, na manhã deste sábado (06/01), contou com a participação de mergulhadores, pescadores e banhistas, que se uniram na limpeza da praia, retribuindo o amor e o cuidado dado pela natureza.

A praia de Amaralina é muito frequentada por banhistas e surfistas de Salvador. Há algum tempo, vem sofrendo com a degradação e falta de cuidados ambientais por seus frequentadores e poderes públicos. Para o representante do mandato na atividade, o líder comunitário Jorge Bomfim, o apoio à ação representa o pensar e o agir para que as futuras gerações tenham também o direito aos benefícios do planeta, “que nos foram legados pelos nossos antepassados”, pontuou.

Amaralina é uma praia com uma vida marinha abundante e que permite a prática de esportes, na sua faixa de areia, e da pesca esportiva nas suas águas. “Esperamos que esse projeto conscientize os banhistas e frequentadores mais assíduos. Cuidar da vida marinha e deste espaço de lazer é garantir à população dos bairros da região, o direito à satisfação que a praia proporciona a todos”, destacou Bomfim.

Comunidade pressiona Smed para manter abertas escolas municipais

Com faixas e cartazes na Praça Municipal, estudantes e seus familiares estiveram mobilizados contra o fechamento de escolas municipais em Salvador, na manhã desta segunda-feira (08). O movimento, que tem o apoio de vereadores e da Associação dos Professores Licenciados do Brasil (APLB-BA), surgiu após o anúncio, no mês de dezembro, do fechamento das escolas municipais Cosme de Farias, Allan Kardec e Nossa Senhora da Salete.WhatsApp Image 2018-01-08 at 10.48.14

 

Após a manifestação, uma comitiva se dirigiu ao Ministério Público da Bahia (MP-BA) para solicitar uma medida que barre o processo, já posto em andamento pela Secretaria Municipal de Educação (Smed). “A Allan Kardec tem mais de 90 anos, com um ótimo índice de aprendizado, quais critérios são utilizados pela Smed para fechar uma escola como essa, nem eu, nem minha filha estávamos preparadas para essa mudança inesperada que vai gerar custos”, relatou Rosana Santos à promotora Maria Pilar.

Além dos gastos com deslocamento, do ponto de vista pedagógico o aprendizado também ficará comprometido. “As crianças terão que se adaptar a escolas com um maior número de estudantes por sala. Não consigo entender os motivos para fechar uma escola como o Salete, existe também uma relação do aluno com o professor, é uma escola comprometida com a educação”, relatou a mãe de uma estudante, Maria Bernadete.

WhatsApp Image 2018-01-08 at 11.19.07

O vereador Sílvio Humberto (PSB), que esteve em reunião com o secretário Bruno Barral em dezembro, acredita que as justificativas não visam uma educação pública de qualidade. “Falta empatia, definitivamente eles não se importam, um prédio que era um antigo telemarketing, cheio de escadas servir para juntar alunos da educação infantil, fundamental I e II, sem ouvir quem está no chão das escolas, vai gerar um prejuízo no aprendizado irreparável”, destacou o parlamentar citando a nucleação das escolas Alexandre Leal, Cosme de Farias e Soror Joana Angelica.

A promotora Maria Pilar afirmou que vai solicitar a Smed explicações  sobre o fechamento e nucleação das unidades. Participaram da reunião os vereadores Sílvio Humberto (PSB), Aladilce Souza (PCdoB), Marta Rodrigues (PT), representantes da APLB-Sindicato, mães de estudantes e educadores.

Vereador se posiciona em defesa dos blocos afros de Salvador

Olodum_Festival-da-Virada-2017_Fot-Bruno-Concha_Secom_Pms

Sílvio Humberto vê desvalorização nos valores pagos às entidades baianas

O Vereador Sílvio Humberto (PSB) chamou a atenção para a forma como os blocos afros mais tradicionais da cidade foram tratados durante o Festival da Virada, evento realizado pela Prefeitura para celebrar a passagem do réveillon. O parlamentar, que é economista, pontuou que a soma dos cachês pagos aos seis blocos afros que participaram do Festival foi de (R$ 255 mil), valor pago a uma única artista da chamada Axé Music. A cantora Claudia Leitte se apresentou por R$ 250 mil. Artistas de outros estados receberam valores ainda maiores: Marília Mendonça e a dupla Jorge e Mateus levaram R$ 400 mil, cada.

“Que existe uma relação diferenciada quando se fala da cultura negra ou local, em relação a artistas de outros estados, todos sabemos. Mas isso se torna mais grave em grandes festas como o Carnaval ou o próprio Festival da Virada”, destacou Sílvio. Essa discrepância já foi notícia, quando, em 2011, o cantor Chico César, então secretário de Cultura da Paraíba, disse que não contrataria somente bandas famosas para o São João, tendo como argumento a valorização da cultura e artistas locais.

“A disparidade no pagamento entre artistas de outros segmentos e os grupos culturais negros é um problema antigo”, ressalta o vereador, apontando os valores pagos a outras atrações. “A banda mineira Skank e os sertanejos Gustavo Lima, e Matheus e Kauan receberam R$ 230 mil, R$ 220 mil e R$ 200 mil, respectivamente, quase superando individualmente todas as entidades negras de Salvador juntas”, destacou.

SH - CopiaDesvalorização – O legislador apontou ainda, que a banda Jota Quest (R$ 170 mil), sozinha, superou o Olodum, banda negra que mais levou o nome da Bahia para o exterior, o Ilê Aiyê e os Filhos de Gandhy. E que a dupla Rafa e Pipo levou R$ 40 mil do festival. “Eles receberam o mesmo valor pago aos dois mais antigos blocos negros da capital (Ilê Aiyê e Filhos de Gandhy). Algo precisa ser revisto”, concluiu.

Para Sílvio, os valores pagos podem até mostrar o suposto retorno midiático dado por cada um dos artistas. Mas mostram também as discrepâncias e a desvalorização histórica das manifestações artísticas e culturais negras em Salvador.