Olodum sem Cordas arrasta multidão no Circuito Osmar

Sílvio Humberto_Olodum_Ascom 2A Banda Afro Olodum arrastou uma multidão na tarde desta segunda-feira (13/02), no Circuito Osmar (Campo Grande), ao lado de Andrew Tosh, filho do lendário cantor jamaicano Peter Tosh. O projeto Olodum sem Cordas teve total aceitação dos foliões, que balançaram a avenida ao som dos tambores poderosos do samba reggae baiano. Essa não é a primeira participação de Tosh em projetos com o Olodum, o cantor já participou da gravação de uma faixa do DVD ‘O Povo das Estrelas’, do grupo baiano. E a banda do Pelourinho também já teve participação em um DVD do cantor jamaicano.

O presidente da Comissão de Cultura da Câmara Municipal de Salvador, vereador Sílvio Humberto (PSB), “colou na corda” da Banda do Pelô e desceu a avenida no suingue do Olodum. O parlamentar diz que cumpre uma dupla função ao acompanhar o desfile do bloco. “Venho como presidente do colegiado na Câmara, mas, principalmente, como folião e seguidor histórico do Olodum e dos demais blocos afros baianos”, assinala. Sílvio esteve na saída do Olodum, na sexta-feira de carnaval (09/02), acompanhou a saída do Bloco Afro Ilê Aiyê, no Curuzu, no sábado (10/02), e desfilou nos Filhos de Gandhy, no domingo (11/02).

“Faço isso desde sempre. Desfilar nos blocos afros, mais do que uma atitude de folião, é um gesto de militância. Essas entidades são muito mais do que recreativas. São movimentos políticos e sociais de resistência e luta”, defende o legislador. Sílvio destacou os baixos índices de violência associados aos desfiles dos blocos afros. Segundo ele, relacionado com a conscientização promovida pelas entidades. Com relação à violência, o vereador alertou ainda, sobre a necessidade de se repensar o modo de atuação do aparato de segurança, tanto do Estado como do Município.

“Acompanhei a passagem da Pipoca do Kannário nesta segunda-feira (12/02), e fiquei estarrecido com a violência gratuita promovida pelos agentes que deveriam garantir a segurança das pessoas”, reclamou Sílvio. Para ele, nada justifica a postura dos agentes, senão a discriminação com o público que segue o artista. “Multidões também são arrastadas por outras pipocas, como a do Baiana System, por exemplo, e não vemos atitudes semelhantes dos policiais e guardas municipais”, analisa o parlamentar. A pipoca do cantor e também vereador Igor Kannário atrai, no carnaval, um público formado majoritariamente por pessoas de uma determinada classe social, e isso, segundo o edil, é que define a atuação do aparato de segurança.

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