Roda de conversa expõe marcas de relacionamentos abusivos

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Debate finalizou campanha realizada neste mês de abril

A campanha virtual ‘Relacionamento Abusivo e suas Inúmeras Facetas’, realizada pela Secretaria de Mulheres do Partido Socialista Brasileiro (PSB), ao longo deste mês de abril, foi finalizada nesta sexta-feira (27/04), na Sociedade Protetora dos Desvalidos (SPD), no Pelourinho. O auditório do espaço foi o palco para depoimentos cortantes e esclarecedores. As participantes falaram sobre as dores causadas por experiências vividas em relacionamentos que as vitimaram. Mas também contaram histórias de superação e de autoconhecimento.

A ex-diretora do Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações da Bahia (Sinttel-Ba), Tereza Santos, falou sobre a angústia de viver um relacionamento abusivo. “A violência psicológica coloca a mulher numa situação tão sufocante que somente ela e o agressor sabem. Há muita sutileza envolvida”, declarou. Tereza alertou também para a necessidade de ficar atenta aos sinais. “Ciúmes, controle e opressão não podem ser confundidos com amor”, advertiu Tereza.

A campanha e a sua culminância, com a roda de conversa, tinham como objetivo esclarecer as mulheres sobre as sutilezas deste tipo de situação e contribuir com o enfrentamento à violência e ao feminicídio. A ação, que contou com o apoio do vereador Sílvio Humberto (PSB), foi divulgada através de sites e páginas em redes sociais do partido, de parlamentares e de apoiadores da causa. A ideia, segundo a secretária Municipal de Mulheres do PSB, Daniela Santos, idealizadora do projeto, “é combater o machismo e as suas manifestações. Não podemos ficar paradas diante deste cenário. Precisamos nos movimentar e esta campanha responde a esta necessidade”, assinalou.

IMG_20180427_192225811_LLDiscussão – A mesa de debate do evento contou com as participações das psicólogas Stael Machado e Tainan Purificação, além do estudante de Psicologia, Abreu Sales. A falta de autoconhecimento foi o ponto destacado por Stael, como o principal fator para o “aprisionamento” de mulheres em relações violentas. “Trato de inúmeros casos deste tipo. A falta de condição das mulheres de se autoafirmarem e de se aceitarem é um aspecto determinante”, argumentou a especialista.

Tainan realizou uma dinâmica com as participantes, levantando questionamentos sobre os seus relacionamentos. O resultado foi a explicitação de muitos abusos nas relações. Larissa Souza, uma das envolvidas na atividade, defendeu que nenhuma mulher vive este tipo de situação por escolha. Para ela, é preciso tentar entender o lugar da vítima. “Somente com a ajuda de um especialista se é possível superar o trauma”, assinalou.

A assistente social e jornalista, Claudia Correia, apontou caminhos para o futuro. “Estamos construindo mudanças nas lógicas que regem as relações. Temos que continuar e intensificar esta luta”, conclamou. De volta com a palavra, Stael Machado finalizou o encontro declamando a poesia ‘Aviso da Lua que Menstrua’, da poetisa Elisa Lucinda. “Moço, cuidado com ela! Há de se ter cautela com esta gente que menstrua”.

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