Projeto de Lei propõe tornar Salvador e Ilê-Ifé (Nigéria) cidades-irmãs

Sílvio Humberto_Moisés Rocha - Ascom 2

Proposta da Comissão de Reparação foi iniciativa do vereador Sílvio Humberto

Os vereadores de Salvador aprovaram, na Sessão Ordinária desta segunda-feira (28/05), o Projeto de Lei nº 155/18, que propõe o irmanamento das cidades de Salvador e Ilê-Ifé, cidade africana situada no estado de Osun, Região Sudoeste da Nigéria. O projeto foi apresentado pela Comissão de Reparação da Casa Legislativa, que acatou a proposta de aproximação com a região nigeriana, levada ao colegiado pelo vereador Sílvio Humberto (PSB).

Segundo o autor da proposta, a iniciativa resulta da compreensão sobre a importância do povo iorubano, que tem o seu berço na cidade de Ilê-Ifé, para a construção de Salvador e para a Cultura da Bahia. “A capital do nosso estado foi construída por mãos negras. E muitos de nós descendemos dessa nação africana. Portanto, esta decisão reconhece e reafirma a contribuição deste povo para a Bahia”, justifica Sílvio Humberto.

O parlamentar informou que a escolha do momento se deu em virtude da programação para a visita do rei de Ilê-Ifé, Adeyeye Ogunwusi, à Salvador, no próximo mês de junho. “Quisemos aproveitar a passagem do rei pela nossa cidade para concretizar essa reaproximação com as origens de uma parte significativa da população de Salvador”, explicou o edil. Na agenda do líder africano também está prevista uma visita à Câmara Municipal.

Capital iorubana

O presidente da Comissão de Reparação, vereador Moisés Rocha (PT), apontou as similaridades encontradas entre os soteropolitanos e iorubanos para justificar a proposta. “O rei manifestou interesse em estreitar os laços entre Salvador e a nação iorubana. Ambas as cidades possuem convergências que unem os seus povos, a exemplo das manifestações culturais e religiosas”, argumentou.

O projeto aprovado prevê “a promoção de programas mútuos de cooperação e fraternidade, através de ações de intercâmbios cultural, social, turístico e econômico” entre as duas cidades. A população iorubana compõe um dos maiores grupos étnicos-linguísticos da África e o segundo maior da Nigéria. A cultura e as tradições deste povo têm uma forte presença em Salvador. “O nosso objetivo, além de aproximar as cidades, é fazer de Salvador a capital brasileira do povo iorubano”, arrematou Sílvio Humberto.

Depois da crise, mais poder para o povo!

BR-060, que liga Brasília a Goiânia

Não há como ser contrário à mobilização de trabalhadores, quando estes exercem o justo direito de reivindicar melhorias para a sua categoria. No caso da paralisação dos caminhoneiros, que ocorre neste momento por todo o País, precisamos nos atentar para a complexidade da situação e para o caráter descentralizado da mobilização. O governo ilegítimo de Michel Temer, que se mostrou tão hábil em golpear a Democracia brasileira, tem demonstrado total incapacidade de negociar com os trabalhadores e restabelecer a normalidade.

É evidente que entre os milhares de caminhoneiros parados nas estradas de todo o País há reivindicações comuns e também interesses conflitantes. Dentre os muitos pontos reclamados, pode-se destacar os reajustes nos preços dos combustíveis praticados pela Petrobras e os altos custos com pedágios, mesmo quando os veículos trafegam sem cargas. Tudo isso impacta diretamente na atividade da categoria.

Mesmo quando o assunto é apenas o preço dos combustíveis, há nuances que precisam ser observadas. Uma categoria com um número enorme de trabalhadores e representada, também, por uma grande quantidade de sindicatos e associações, obviamente, encontrará dificuldades para unificar uma pauta. Isso fica claro quando se vê trabalhadores defendendo a redução da tributação sobre os combustíveis, quando a grande vilã, na verdade, é a política de preços adotada pelo governo ilegítimo. As medidas penalizam a população e resultam de uma política econômica que não foi legitimada num processo eleitoral, e que tem como preocupação apenas os interesses dos agentes econômicos.

Outro aspecto complicado é a grave constatação, seja por falta de informação qualificada, ou pelo mero uso do movimento por grupos de interesses, da defesa de saídas para a crise por via de atalhos não democráticos. Não. O povo repudia qualquer manifestação que suscite como solução para a crise, o recurso a intervenções que não ocorram pela via da Política. Embora alguns pequenos grupos façam essa defesa, a população brasileira não quer, de modo algum, a intervenção de militares.

Sabemos todos, que o remédio para os problemas da Democracia é ainda mais Democracia. É mais transparência dos atos públicos, mais participação e envolvimento da população nos rumos do País.

A Política brasileira passa por um momento complexo. A nossa Democracia foi golpeada e tomada de assalto por um grupo que tenta se agarrar a esse poder, como única forma de garantir a imunidade para os seus crimes. Isso não pode ser traduzido em apoio a saídas autoritárias. Ao contrário, o caminho a ser seguido deve ser o de maior participação do povo nas decisões políticas.

Precisamos aproveitar o momento para nos juntarmos e fortalecermos ainda mais as nossas causas e o nosso poder. Precisamos de toda solidariedade da população brasileira para defender a Democracia e o nosso direito de decidir os rumos do País. Não podemos abrir mão dessa importante conquista e nem nos deixar seduzir por soluções e caminhos imediatistas.

Não queremos autoritarismo. Queremos mais poder ainda para o povo!

 

 

Percussionistas baianos recebem homenagem na Câmara Municipal

Homenagem aos Percussionistas - divulgação

Os mestres dos tambores baianos serão saudados, na Câmara Municipal de Salvador, nesta quarta-feira (23/05), na ‘Sessão Especial em Homenagem aos Batuqueiros, Ritmistas e Percussionistas da Bahia’. O evento é uma iniciativa do vereador Sílvio Humberto (PSB) e será realizado no Plenário Cosme de Farias, da Casa Legislativa, a partir das 19h.

Segundo o autor do tributo, a homenagem é uma resposta do seu mandato a um pleito apresentado durante um Encontro de Percussionistas, onde o parlamentar foi condecorado como um dos defensores dos artistas. “Não deixamos de enfatizar que o nosso mandato é uma plataforma de representação dos anseios e das expectativas do nosso povo. Fomos provocados a render essa homenagem, que julgamos mais do que justa, e por isso, aí está o nosso reconhecimento”, esclareceu Sílvio Humberto, que é, também, presidente da Comissão de Cultura da Câmara Municipal.

Durante a Sessão Especial, os músicos serão agraciados com a entrega de placas comemorativas, presenciais e in memoriam, em reconhecimento à contribuição dada à musicalidade e à Cultura baiana. “É uma congratulação necessária, em virtude da contribuição desses instrumentistas, que são a mola mestra de diversos ritmos musicais, principalmente da música baiana, que tem a sua base na percussão”, justificou Sílvio Humberto.

Na mesa de abertura do evento, estarão ao lado do proponente da Sessão, o também vereador Moisés Rocha (PT); o historiador e pesquisador da cultura afro-brasileira, professor Jaime Sodré; e o músico, produtor cultural e arranjador, Gerson Silva; dentre outros.

SERVIÇO

O que: Sessão Especial em Homenagem aos Batuqueiros, Ritmistas e Percussionistas da Bahia;

Quando: Quarta-feira (23/05), às 19;

Onde: Plenário Cosme de Farias – Câmara Municipal de Salvador – Praça Thomé de Souza, s/n – Centro.

Sessão especial prestará homenagem a Cosme de Farias

Cosme de Farias - divulgação

A Câmara Municipal de Salvador realizará uma sessão especial em comemoração aos 143 anos de nascimento do major Cosme de Farias. A programação inclui o relançamento, pela Editora da Universidade Federal da Bahia (Edufba), do livro ‘Lama e Sangue’, de sua autoria. Iniciativa do presidente da Comissão de Cultura da Câmara, vereador Sílvio Humberto (PSB), a homenagem será na próxima terça-feira (22), às 19h, no plenário da Casa, que leva o nome do homenageado desde 1980.

Nascido em Salvador no dia 2 de abril de 1875, o major Cosme de Farias, como era conhecido, foi rábula (advogado sem diploma), vereador de Salvador por quatro mandatos e em cinco legislaturas foi deputado estadual. Também foi governador da Bahia em dois períodos (1912-1916 e 1920-1924).

Em 1915, fundou a Liga Baiana Contra o Analfabetismo. A instituição, que funcionou até a década de 70, publicava cartilhas e contava com escolas que atendiam a população mais pobre de Salvador e outras cidades do interior da Bahia. Em 1909, ele recebeu da Guarda Nacional a patente de major. Cosme de Farias também foi jornalista e foi um dos fundadores da Associação Baiana de Imprensa (ABI). Atuou como repórter e colaborador de diversos periódicos.

Lama e Sangue

Também autor de livros, Cosme de Farias escreveu a obra intitulada ‘Lama e Sangue’. De acordo com a bibliotecária Silvana Jacobina, supervisora da Biblioteca Vereador Manuel Querino, da Câmara de Salvador, o “livro é um registro sobre os contornos rigorosos do estado de sítio que impactou a Bahia no período de março de 1924 a dezembro de 1926, assim como a reação política da população e dos partidos de oposição após a sua vigência”.

Silvana Jacobina afirma que “a obra denuncia a inconstitucionalidade do decreto sob três perspectivas: repressão e incomunicabilidade dos presos; alegação da inconstitucionalidade pela demissão do juiz do Tribunal de Contas do Estado da Bahia e a supressão da minoria do parlamento através de uma manobra vedada pela Constituição”. A obra ‘Lama e Sangue’ pode ser consultada na Biblioteca Manuel Querino, localizada no Centro de Cultura da Câmara Municipal de Salvador.

Texto: Secom – Câmara Municipal de Salvador

Sílvio Humberto participa de estreia do filme “Aiuê”

Divulgação - Coletivo Cacos (1)

Antes da exibição, foi realizada a roda de conversa ‘Voz e Vez: Como Ampliar os Sons dos Quilombos’

O documentário ‘Aiuê – Escutando os Sons dos Quilombos’ foi exibido ao público pela primeira vez, nesta terça-feira (15/05), na Sala de Cinema Walter da Silveira, no Complexo da Biblioteca Pública dos Barris. A projeção do filme, produzido pelo Coletivo Cacos, foi antecedida por uma roda de conversa, com o tema ‘Voz e Vez: como ampliar os Sons dos Quilombos’. A proposta da produção é apresentar as sonoridades do cotidiano das comunidades quilombolas de Salvador e Região Metropolitana.

A expressão “Aiuê”, em Kimbundo, língua da família banta, significa alegria, festa. O documentário revela, a partir de uma abordagem etnográfica e musicológica, as diversas expressões sonoras e musicais presentes nos quilombos. O projeto foi contemplado pelo edital ‘Arte Todo Dia – Ano III’, da Fundação Gregório de Mattos (FGM), e foi produzido pelos cineastas negros Donminique Azevedo (jornalista e educadora), Danilo Umbelino, Leo Rocha e Uiran Paranhos.

Divulgação - Coletivo Cacos (2)A música-tema do filme é interpretada pelo cantor Lazzo Matumbi e a película conta, também, com a participação da socióloga e militante do movimento negro, Vilma Reis. A roda de conversa que antecedeu a exibição do documentário foi realizada no Teatro Xisto Bahia e contou com a participação de lideranças dos quilombos, que também protagonizaram a obra, além do vereador Sílvio Humberto (PSB).

“Ouvimos relatos marcantes de homens e mulheres quilombolas e isso, por si só, fazem a obra valer. Precisamos nós mesmos contar as nossas histórias”, declarou o parlamentar, parabenizando os jovens realizadores do projeto. Na sequência do debate foi aberta uma exposição fotográfica, com imagens captadas na fase de produção do documentário, e foram apresentadas intervenções artísticas das comunidades tradicionais.

Universitários da Morehouse College visitam a Câmara

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Atividade é uma parceria do vereador Sílvio Humberto com o Instituto Cultural Steve Biko

Por iniciativa do vereador Sílvio Humberto (PSB), em parceria com o Instituto Cultural Steve Biko, estudantes da Morehouse College, instituição de ensino superior norte-americana, localizada na cidade de Atlanta, na Geórgia (Estados Unidos), visitaram a Câmara Municipal de Salvador, na manhã da última terça-feira (15/05). No Edifício Bahia Center, os integrantes do Programa de Intercâmbio do Instituto Steve Biko participaram de uma palestra sobre a ‘População Negra na Bahia’. Em seguida, conheceram o Memorial da Casa.

Ministrada em inglês, pelo representante do Instituto Cultural Steve Biko, Michel Chagas, a palestra debateu questões como racismo, políticas públicas e extermínio da população negra no estado baiano. O vereador Sílvio Humberto (PSB) destacou a importância da parceria e explicou que através dela, diversos jovens brasileiros também já fizeram intercâmbio com o Morehouse College. “O compromisso com a melhoria da vida da população negra é uma das metas do Morehouse e também da Steve Biko”, ressaltou o parlamentar.

Sílvio apontou o racismo como o principal responsável pelo atraso civilizatório brasileiro. “Não seremos uma nação de fato, enquanto continuarmos inviabilizando a vida da maioria da população do País. O racismo é uma perda de energia, de tempo e de gente”, pontuou. Foi no Morehouse College, instituição historicamente voltada para a formação de afro-americanos, que o líder na luta antirracismo e pelos direitos sociais dos negros norte-americanos, Martin Luther King, se graduou em Sociologia.

*Com informações da Secom da Câmara Municipal de Salvador.

Crédito: Reginaldo Ipê