Roda de conversa debate dinamização das atividades culturais em Cajazeiras

Cajazeiras 2

Músicos, donos de bares, sambistas, produtores culturais e membros da comunidade de Cajazeiras se reuniram, na noite desta terça-feira (02/05), na Kafua do Bral, espaço de eventos situado em Cajazeiras X, para uma roda de conversa sobre as demandas culturais da região. O evento, intitulado ‘Promovo Cultura, Não Barulho’, foi uma iniciativa da comunidade, que provocou o mandato do vereador Sílvio Humberto (PSB) para a realização da atividade.

O objetivo foi o de debater as dificuldades e as possibilidades para o setor, tendo o intermédio do vereador, que é presidente da Comissão de Cultura da Câmara Municipal de Salvador. A Lei do Silêncio e a atuação da Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Urbanismo (Sucom), no cumprimento da referida legislação, foi o principal assunto da discussão. Os proprietários de estabelecimentos e os produtores culturais reclamaram do despreparo e da falta de diálogo com os prepostos do órgão.

Sílvio Humberto colocou o seu mandato e a Comissão de Cultura à disposição do bairro, no sentido de garantir a interlocução com o Poder Público para a resolução dos impasses e a promoção da Cultura na região. “Precisamos ter em mente que as atividades culturais e os espaços que as promovem são vetores de geração de renda para o bairro”, pontuou.

Deliberações – O vereador defendeu que, o que se promove nos estabelecimentos “não é simplesmente a música pela música”. Para ele, cada uma destas iniciativas gera um contingente de trabalho e faz o dinheiro circular na localidade. “Isso precisa ser estimulado pelo Poder Público e não coagido”, alertou o vereador. O mandato se dispôs a auxiliar a regulamentação e legalização das casas de espetáculos e atividades culturais do bairro. Foi deliberada ainda, a sequência da discussão, colocando à mesa representantes do Executivo em busca de soluções e melhorias para as questões apresentadas.

Participaram do encontro, representantes de iniciativas exitosas implementadas em bairros de Salvador, como Cassia Magalhães, da comissão responsável pela organização do Carnaval no Nordeste de Amaralina; e Lázaro Cunha, diretor-presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb), e membro do coletivo ‘Faz Mais Garcia’; além do presidente do Conselho Municipal de Políticas Culturais, Eucimar Freitas (Freitas Madiba).

Sob protestos de populares, Câmara aprova Programa Revitalizar

26-04-2017_Votacao_do_Revitalizar_ft_Antonio_Queir_2017426174030475582O Programa Revitalizar, iniciativa do Executivo Municipal, foi aprovado na tarde desta quarta-feira (26/04), na Câmara Municipal de Salvador. Sob muitas críticas dos vereadores da oposição e de gritos dos moradores do Centro Antigo, os parlamentares aprovaram o projeto por 35 votos favoráveis, contra sete da oposição.

O Programa de Incentivo à Restauração e Recuperação de Imóveis do Centro Antigo de Salvador (Projeto de Lei nº 302/16), conforme informa o seu texto, pretende estimular a requalificação de imóveis na região do Centro Antigo da cidade, tombados ou não, incentivando a instalação de habitações e atividades comerciais neles. O objetivo, ainda segundo o documento, é evitar os desabamentos destes prédios e gerar ocupação, trabalho e renda na região.

O vereador Sílvio Humberto (PSB) lamentou a decisão da Casa e votou contra o projeto, argumentando que o texto atende e contempla os interesses do empresariado, que dispõe de condições para explorar os benefícios concedidos pela Prefeitura para a reforma dos imóveis, em detrimento dos atuais moradores e pequenos comerciantes, “que acabarão expulsos do Centro Antigo”, alertou o edil.

Descaso – “A proposta do prefeito desconsidera, inclusive, o sentido do termo ‘revitalizar’, quando propõe dar vida a um local onde a vida já pulsa, conforme comprova a quantidade de moradores presentes nas galerias desse plenário. Demonstra também o total desconhecimento e descaso com a realidade do Centro Antigo. Repudiamos veementemente um projeto que prioriza as coisas em prejuízo das pessoas”, criticou o vereador.

A sessão foi tumultuada e se estendeu até às 21h, com as galerias lotadas de moradores e lideranças de movimentos em defesa da moradia. A bancada da oposição anunciou a judicialização do projeto, alegando a falta de debate e a inconstitucionalidade e ilegalidade da proposta.

Câmara Itinerante expõe diferenças entre bairros da capital

Câmara Itinerante Barra

A Câmara Municipal de Salvador realizou, nesta segunda-feira (27/03), a primeira sessão do Projeto Câmara Itinerante. A primeira região contemplada foi a da Prefeitura-Bairro Barra/Pituba. A sessão ocorreu no auditório do Hotel Sol Barra e contou com a participação expressiva de moradores e representantes de entidades dos bairros que compõem a regional.

O vereador Sílvio Humberto (PSB), com atuação em alguns dos bairros coberto pela atividade, participou da sessão e problematizou as diferenças das demandas apresentadas durante o debate. “Mesmo sabendo que a divisão é feita por critérios de proximidade geográfica, é necessário ter atenção para a disparidade existente entre as demandas dos bairros e saber quais devem ser priorizadas. Afinal, temos neste conjunto, localidades com questões muito delicadas a enfrentar, enquanto em outras, as necessidades são de melhorar locais que já são bem estruturados”, pontuou o vereador.

A região compreendida pela sessão é composta dos seguintes bairros: Alto das Pombas, Amaralina, Barra, Calabar, Caminho das Árvores, Canela, Chapada do Rio Vermelho, Costa Azul, Engenho Velho da Federação, Federação, Graça, Itaigara, Jardim Armação, Nordeste de Amaralina, Ondina, Pituba, Rio Vermelho, Santa Cruz, Stiep, Vale das Pedrinhas e Vitória.

Ao longo do ano, outras nove sessões ordinárias do Projeto Câmara Itinerante serão realizadas nos bairros da capital baiana.