Em qual direção estamos indo?

Sílvio HumbertoUma (de) reforma trabalhista num contexto político e econômico amplamente desfavorável às massas trabalhadoras, significa voltar à máxima: privatizando os lucros e “socializando” os prejuízos. Não estamos caminhando para modernização das relações de trabalho, estamos sim, retrocedendo (de volta ao passado) ao ambiente pré-CLT.

Já assistimos a esse filme, quando se instituiu o FGTS em 1966, e afirmavam que não era obrigatório fazer a opção, entretanto as pessoas somente eram contratadas se fizessem a opção. O resultado foi o fim da estabilidade no emprego e a fragilização dos sindicatos.

Portanto, se não pensarmos em possíveis saídas, vamos dançar ao som da música do grande capital, principalmente dos interesses do capital financeiro e especulativo.

Sobre os ombros dos servidores públicos recairão o ônus da desvalorização da nossa atividade, sobretudo com a não realização de concursos, o avanço dos REDAs e das relações clientelistas. Estaremos mais uma vez caminhando “de volta ao passado”.

Aceitar o argumento falacioso de que é preciso modernizar as relações trabalhistas é investir no velho modelo econômico crescer concentrando renda, o que nos tornou campeões imbatíveis da desigualdade.

Não existe o inevitável. Resistiremos!
Fé na gente, fé no que virá.
Lute com a gente!

 

Roda de conversa debate dinamização das atividades culturais em Cajazeiras

Cajazeiras 2

Músicos, donos de bares, sambistas, produtores culturais e membros da comunidade de Cajazeiras se reuniram, na noite desta terça-feira (02/05), na Kafua do Bral, espaço de eventos situado em Cajazeiras X, para uma roda de conversa sobre as demandas culturais da região. O evento, intitulado ‘Promovo Cultura, Não Barulho’, foi uma iniciativa da comunidade, que provocou o mandato do vereador Sílvio Humberto (PSB) para a realização da atividade.

O objetivo foi o de debater as dificuldades e as possibilidades para o setor, tendo o intermédio do vereador, que é presidente da Comissão de Cultura da Câmara Municipal de Salvador. A Lei do Silêncio e a atuação da Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Urbanismo (Sucom), no cumprimento da referida legislação, foi o principal assunto da discussão. Os proprietários de estabelecimentos e os produtores culturais reclamaram do despreparo e da falta de diálogo com os prepostos do órgão.

Sílvio Humberto colocou o seu mandato e a Comissão de Cultura à disposição do bairro, no sentido de garantir a interlocução com o Poder Público para a resolução dos impasses e a promoção da Cultura na região. “Precisamos ter em mente que as atividades culturais e os espaços que as promovem são vetores de geração de renda para o bairro”, pontuou.

Deliberações – O vereador defendeu que, o que se promove nos estabelecimentos “não é simplesmente a música pela música”. Para ele, cada uma destas iniciativas gera um contingente de trabalho e faz o dinheiro circular na localidade. “Isso precisa ser estimulado pelo Poder Público e não coagido”, alertou o vereador. O mandato se dispôs a auxiliar a regulamentação e legalização das casas de espetáculos e atividades culturais do bairro. Foi deliberada ainda, a sequência da discussão, colocando à mesa representantes do Executivo em busca de soluções e melhorias para as questões apresentadas.

Participaram do encontro, representantes de iniciativas exitosas implementadas em bairros de Salvador, como Cassia Magalhães, da comissão responsável pela organização do Carnaval no Nordeste de Amaralina; e Lázaro Cunha, diretor-presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb), e membro do coletivo ‘Faz Mais Garcia’; além do presidente do Conselho Municipal de Políticas Culturais, Eucimar Freitas (Freitas Madiba).

“É preciso garantir o direito da população à cidade”, diz Sílvio em debate

Polêmicas Contemporâneas 2 Os direitos dos cidadãos ao usufruto da cidade foi o mote central do debate realizado nesta segunda-feira (27/03), no auditório da Escola Politécnica da Universidade Federal da Bahia (Ufba). O evento, organizado pelo Departamento de Educação II, da Faculdade de Educação da Ufba (Faced), é parte da disciplina Polêmicas Contemporâneas. O tema desta edição foi ‘Direito à cidade: a disputa de espaços e de direitos’.

A mesa do debate foi coordenada pelo professor Nelson Pretto, idealizador da atividade, e contou com a participação dos professores da Ufba, Gabriela Pereira, da Faculdade de Arquitetura; e Emerson Sales, do Instituto de Química; além do presidente do Conselho Consultivo do Sindicato da Indústria da Construção do Estado da Bahia (Sinduscon-BA), Carlos Alberto Vieira Lima. No auditório, estudantes, professores e representantes de entidades ligadas ao tema, ouviram as exposições e debateram o assunto.

O vereador Sílvio Humberto (PSB) falou sobre a disputa de direitos nos espaços geográficos do município, recordando as discussões para a aprovação do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano de Salvador (PDDU). “Essa questão da disputa de espaços e de direitos é muito premente e precisa ser olhada com bastante atenção. A Prefeitura de Salvador, nas discussões sobre o PDDU, fez um arremedo de participação popular, abrindo o debate de forma apressada e não permitindo a participação efetiva da população”, ponderou o vereador.

Sílvio argumentou também que a aprovação do PDDU, nos moldes que o prefeito impôs à cidade, com a conivência da sua bancada na Câmara, não promoveu nenhuma mudança no modelo econômico do município. Para ele, as bases continuam sendo as mesmas: a da especulação imobiliária e exploração do Turismo. “Esse modelo não vai se sustentar”, pontuou o parlamentar.

Polêmicas Contemporâneas 1

Debates – O ciclo de debates das Polêmicas Contemporâneas vem sendo realizado desde 2006. A atividade tem apoio da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência/Secretaria Regional da Bahia (SBPC-Bahia) e é aberta à participação da sociedade sem necessidade de pagamento ou inscrição. Os debates são transmitidos ao vivo em áudio e vídeo pela internet pela Rádio Faced Web, Rádio Web Poli e pelo Canal Polêmicas, e podem ser acessados através da página polemicas.faced.ufba.br, onde também estão disponíveis os áudios e vídeos dos debates anteriores.