“O ponto de partida é que a escola entenda onde errou”, diz Sílvio Humberto, sobre o Colégio Anchieta

Foto - Assessoria do vereador

O vereador Sílvio Humberto (PSB) se disse insatisfeito com as ações adotadas pelo Colégio Anchieta e apresentadas pelo diretor da escola, João Batista de Souza, durante a reunião da Comissão da Reparação da Câmara Municipal, realizada na tarde desta segunda-feira (04/09). A prestação de contas diz respeito ao episódio ocorrido no último mês de junho, quando alunos da instituição, durante uma atividade do calendário, vestiram-se com trajes da Klu Klux Klan, organização norte-americana conhecida por realizar atos violentos contra a população negra.

O gestor expôs as iniciativas aos integrantes do colegiado e demonstrou a sua satisfação frente aos resultados obtidos. Defendeu a realização da atividade onde ocorreu o episódio e explicou que a escola não faz nenhum tipo de triagem sobre a manifestação dos alunos “para não cercear a criatividade dos estudantes”. Apresentou ainda, a programação de duas atividades a serem realizadas nos meses de setembro e novembro: uma mesa redonda sobre diversidade religiosa e um debate sobre o Dia da Consciência Negra, respectivamente.

Debate – Sílvio Humberto questionou a argumentação do diretor e reclamou das iniciativas adotadas pelo colégio. “O ponto de partida é que a escola entenda onde errou. Não podemos encarar um ato daquele como uma brincadeira”, retrucou o parlamentar. Sílvio pontuou ainda, que o debate vai para além da mera punição. “Nos interessa muito mais o caráter pedagógico das ações que a instituição precisa adotar”. O vereador defendeu também, que o racismo não pode ser tratado como brincadeira. “Ele estrutura as relações na sociedade, definindo as oportunidades e desumanizando as vítimas. Isso é muito grave”, concluiu.

A reunião foi conduzida pelo presidente da Comissão, vereador Moisés Rocha (PT), e contou com a participação dos demais membros do colegiado: Luiz Carlos Suíca (PT), Ireuda Silva (PRB), Orlando Palhinha (DEM) e Vado Malassombrado (DEM).

Gestão do DEM, em Camaçari, tem greve de mais de 30 dias na Educação

Sispec

“Aqui e lá é tudo a mesma coisa”, diz vereador, sobre greve dos professores

Os professores da rede municipal de ensino da cidade de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, estão em greve desde o dia 1º de agosto. Os trabalhadores reivindicam, dentre outros pontos, reajuste salarial, melhores condições de trabalho, melhorias nas salas de aula e na qualidade do transporte dos alunos. As tentativas de entendimento com o Executivo municipal, até aqui, não promoveram avanços.

Pais dos estudantes, preocupados com o comprometimento do ano letivo, já fizeram protestos na frente de escolas e reclamam que desde o início do ano já ocorreram diversas paralisações. O Executivo alega que já ofereceu o que pôde à categoria. Do lado dos profissionais, o Sindicato (ver o nome) reclama do descaso do prefeito com a educação, explicitado pelo desrespeito aos professores. Denunciam ainda, ameaças sofridas pelos trabalhadores de descontos do salário e abertura de processos administrativos.

O vereador Sílvio Humberto (PSB) avaliou a situação como inadmissível. “Os estudantes não podem ser penalizados dessa maneira pela falta de sensibilidade dos gestores”. Segundo ele, o prefeito deveria ter aberto canais de diálogo com a categoria, para evitar que a situação chegasse a esse ponto. “Isso demonstra a total falta de compromisso com a educação. Todos aqueles que assumem uma posição de gestão precisam ter ciência da importância da negociação numa situação como esta”, analisou Sílvio, que é professor e ex-presidente da Comissão de Educação da Câmara Municipal de Salvador.

O parlamentar chamou a atenção para a semelhança do tratamento dispensado aos profissionais da educação em Camaçari e Salvador. “Aqui e lá é tudo a mesma coisa. E não por coincidência o prefeito Antonio Elinaldo é do mesmo partido do gestor da capital”, comparou. Sílvio relembrou a Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) movida pelo DEM contra as cotas nas universidades. Para ele o partido atua como “inimigo declarado da educação e daqueles que mais precisam das escolas públicas”. “Camaçari e Salvador não se diferenciam. São cidades que ressuscitaram o combalido DEM e agora pagam caro por isso”, arrematou.

Vereador comemora implantação de cotas na USP

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A aprovação da política de inclusão de alunos pelas cotas raciais e oriundos de escolas públicas na Universidade de São Paulo (USP), foi destacada pelo vereador Sílvio Humberto (PSB), durante a Sessão Ordinária da Câmara Municipal, nesta quarta-feira (05/07). Na ordem do dia da Casa Legislativa, estava pautada a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2018, que foi aprovada com voto contrário do parlamentar.

Sílvio aproveitou a sua fala para registrar a importância da implantação das cotas raciais e para alunos de escolas públicas no vestibular da instituição de ensino. “A USP era um dos últimos bastiões da resistência às políticas de ações afirmativas. Uma Universidade elitista e que resistia a esse avanço, encampado por quase todas as instituições de ensino do País”, pontuou o vereador.

O parlamentar ressaltou o fato como digno de comemoração, mas sem deixar de chamar a atenção para a necessidade do acompanhamento do processo, fazendo alusão aos graves problemas enfrentados pelas políticas de cotas em certames universitários e concursos públicos por todo o Brasil. “É uma vitória do povo negro, resultado de muita luta e resistência. Devemos sim comemorar, mas sem descansar. Não podemos abrir espaço para a ‘afro-conveniência’, que tem feito sucessivos ataques às nossas conquistas”, alertou Sílvio, fazendo referência aos casos de falsidade nas autodeclarações de negritude em concursos públicos.

A nova política aprovada pelo Conselho Universitário da USP, órgão máximo de decisão da universidade, já vale para o próximo vestibular da Fuvest (Fundação Universitária para o Vestibular). Em 2018, a USP oferecerá 11.147 vagas de graduação, sendo que 75,4% serão selecionadas pela Fuvest e 24,6% serão oferecidas pelo Sisu (Sistema de Seleção Unificada), que usa a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Com informações do Portal G1.

Obra de Guilherme de Mello é celebrada em noite de múltiplas homenagens

Sessão 2

O objetivo da noite era celebrar a passagem dos 150 anos do músico e pesquisador baiano, Guilherme de Mello (1867-1932), e homenagear o professor pela sua obra ‘A Música no Brasil’, reconhecida internacionalmente. Mas a Sessão Especial, realizada na noite desta terça-feira (27/06), no Plenário da Câmara Municipal de Salvador, transformou-se num grande círculo de homenagens. O vereador Sílvio Humberto (PSB), proponente da celebração, foi condecorado com a Medalha Cruz da Cidadania, entregue pelo gestor da Casa Pia e do Colégio dos Órfãos de São Joaquim, José Carlos Travessa.

A honraria é conferida a atores públicos com reconhecida contribuição para a melhoria de vida de pessoas em situação de vulnerabilidade social. O gestor da Casa Pia justificou a homenagem a Sílvio, pelo conjunto das suas iniciativas voltadas para o bem comum. “O resgate da cidadania vem também pela valorização da nossa história. Precisamos, portanto, reconhecer aqueles e aquelas que contribuem para o enriquecimento da nossa Cultura”, pontuou. As homenagens não pararam por aí. Travessa condecorou professores da instituição que coordena, com a recém-criada Medalha Acadêmica Guilherme de Mello.

Sílvio Humberto, por sua vez, abonou a realização da Sessão Especial, destacando a iniciativa do pesquisador Marcos Santana, do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB), que o provocou, propondo a ação. “O nosso mandato pauta a sua atividade nos anseios da população. Ao sermos procurados pelo professor e tomarmos conhecimento da importância de Guilherme de Mello para a pesquisa musical brasileira, acatamos de pronto a proposição”, explicou o vereador.

Sessão 1Valorização – Marcos Santana, que é autor do livro ‘Guilherme de Mello e a Música no Brasil’, falou da sua alegria em poder dar mais visibilidade à obra do ex-aluno e professor da Casa Pia, considerado como “o 1º historiador da música do Brasil”. Segundo ele, é assim, inclusive, que o músico é reconhecido no exterior. O professor aproveitou a oportunidade para apresentar ao vereador uma série de pleitos voltados para a valorização da obra de Guilherme de Mello.

Membros da família do homenageado viajaram de São Paulo para participarem da cerimônia. A neta do pesquisador, Maria de Lourdes de Mello, agradeceu a homenagem ao seu avô e falou da emoção pelo momento tão especial. “Meu avô é eterno. Conseguiu reunir membros da sua família, que residem em pontos distintos do País. Pessoas que não se viam há muito tempo. Um homem do século XIX, influenciando vidas no século XXI”, comemorou. A família doara à Casa Pia, peças do acervo pessoal de Guilherme de Mello, dentre elas, exemplares originais do famoso livro ‘A Música no Brasil’, de 1908.

Sílvio finalizou a sessão estendendo a homenagem a todos aqueles e aquelas que lutam pela superação das desigualdades e injustiças sociais. “Não chegamos até aqui sozinhos. Somos resultado de um esforço coletivo. Somos gente que acredita em gente e que prioriza as pessoas em detrimento das coisas”, concluiu o vereador. A mesa da cerimônia foi composta ainda, pelo subtenente e regente do Coral da Polícia Militar da Bahia, Josué da Paz e por mais duas netas do homenageado.

Vereador denuncia escola particular ao MP

Alunos Anchieta

A suposta brincadeira realizada por alunos do Colégio Anchieta, em Salvador, que ao participarem de uma atividade da escola, denominada de ‘Dia do Mico’, se fantasiaram de integrantes do KLU KLUX KLAN, organização norte-americana conhecida por realizar atos violentos contra a população negra dos Estados Unidos, gerou repercussão na imprensa e nas redes sociais, e indignou o vereador Sílvio Humberto (PSB), que é membro da Comissão de Reparação da Câmara Municipal.

O vereador entrou com uma representação no Ministério Público Estadual, nesta segunda-feira (12/06), requerendo do órgão a adoção das medidas cabíveis visando coibir este tipo de prática no ambiente da referida instituição de ensino. A representação indica que a escola promova palestras educativas acerca do racismo e de suas consequências socioeconômicas e culturais. Sílvio defende que a situação denota a falta de aplicação das Leis 10.639/03 e 11.645/08, que instituem a obrigatoriedade do estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena nos estabelecimentos de ensino fundamental e médio, públicos e privados.

“Quais cidadãos a escola está querendo formar, sendo negligente com assuntos dessa importância?”, questiona o parlamentar. “Vivemos numa cidade de imensa maioria negra. E a escola, ao permitir esse tipo de ‘brincadeira’, contribui para o ataque a uma população historicamente estigmatizada”, completa. O vereador argumenta que é contra isso que os opositores da proposta de Escola sem Partido se levantam. “O currículo escolar deve ser um norte. Ele diz onde se quer chegar com a formação dos alunos. Não há como ser neutro nesse campo, sob o risco de grave omissão”.

O assunto, além de ser abordado por outros vereadores na Câmara, foi pauta da reunião da Comissão de Reparação da Casa Legislativa. O vereador citou a Constituição Federal para chamar a atenção para o caráter inafiançável e imprescritível do crime de racismo. E para ressaltar que a Carta Magna preconiza a proteção do direito desses grupos sociais. “Não podemos silenciar diante desse tipo de manifestação. Esse silêncio nos custa vidas”, protestou Sílvio.

Vereador Sílvio Humberto vai às ruas apoiar derrubada de decreto

Durante assembleia realizada por docentes no ginásio do Sindicato dos Bancários, na última quinta-feira (07), que decidiu pela rejeição do Decreto 24.361/2013 responsável pelas definições do Padrão de Qualidade SMED para funcionamento da rede municipal de ensino, o vereador Sílvio Humberto (PSB) assegurou que apoia os professores que lutam por uma educação pública de qualidade.  “Se este decreto foi elaborado sem contemplar as observações dos que estão todos os dias em sala de aula e conhecem de perto os problemas das escolas, não tenho motivos para optar pela aprovação”, declarou o socialista, presidente da Comissão de Educação da Câmara de Salvador.

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Após seguir em protesto com os educadores até a prefeitura, Sílvio Humberto juntamente com os vereadores Everaldo Augusto (PCdoB) e Hilton Coelho (PSOL), reforçou a disposição da Comissão de Educação para organizar uma audiência pública com a finalidade de debater o Padrão de Qualidade SMED e as considerações contidas na carta dos educadores encaminhada ao prefeito após os protestos.

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