Linces-Pernambués vence Campeonato de Basquete Comunitário 2018

Campeonato Basquete - Divulgação (1)

Competição leva o nome do herói nacional Zumbi dos Palmares e atua na formação cidadã

No último final de semana, em duas partidas disputadas no Ginásio de Esportes do Centro Estadual de Educação Profissional Luiz Pinto de Carvalho, no bairro do São Caetano, foi encerrada a quinta edição do Campeonato de Basquete Comunitário Zumbi dos Palmares. A equipe do Linces-Pernambués se sagrou campeã, após derrotar o Basquete-Pirajá por 47 a 29. Em terceiro lugar ficou o time do Novo Basquete do Jardim-Interbairros, que venceu o Ashanti-São Caetano, por 60 a 42.

Nesta quinta edição do campeonato, que foi realizado pela primeira vez no ano de 2013, 16 equipes disputaram, desde o último mês de maio, a chance de chegar na final e faturar o troféu de melhor time de basquete comunitário de Salvador. O professor de História, Lucas Cidreira, coordenador da competição e um dos idealizadores da atividade, contou como teve início o campeonato. “O basquete é praticado em vários bairros da cidade. Existem alguns locais onde os atletas de diversas comunidades se encontram para praticar o esporte. A ideia foi juntar estes praticantes, formar equipes e criar a competição”, relatou.

No início, foi realizado como um torneio, com todas as partidas disputadas em um único dia, nas modalidades masculino e feminino. Com o crescimento da competição, ganhou o formato atual, com jogos disputados ao longo de cinco meses. A atividade conta, desde a sua primeira edição, com o apoio do vereador Sílvio Humberto (PSB). Neste ano, teve colaboração, também, da ex-secretária estadual do Trabalho e Esporte, a recém-eleita deputada estadual, Olívia Santana (PCdoB).

Esporte e cidadania Campeonato Basquete - Divulgação (2)

Lucas destacou que o basquete traz elementos importantes para a formação do indivíduo, como trabalho em equipe, estratégia e confiança mútua. Segundo ele, o que falta para o basquete baiano é apoio e divulgação, já que o esporte é difundido e praticado por toda parte. “Faltam perspectivas para os atletas. A proposta do campeonato é preencher esta lacuna e potencializar, de forma coletiva, aquilo que já acontece na cidade, elevando o nível do basquete amador”, ressaltou.

A falta de espaços públicos adequados para a prática do esporte também são entraves para os praticantes. “Não temos, nos bairros, quadras cobertas que possibilitem à juventude o desenvolvimento de atividades físicas e do basquete. Os melhores espaços ainda estão nas escolas estaduais. Mas, nem todas estão abertas para o uso da comunidade”, reclamou o coordenador da competição. Lucas destacou, ainda, que o projeto também atua na formação social dos atletas. “Provocamos a reflexão sobre questões sociais e sobre a própria dificuldade para a prática do esporte e as razões para isso”, pontuou.

Mesmo diante destes impasses, ele comemorou a elevação do nível da disputa. “É muito gratificante ver o crescimento do campeonato, a projeção de atletas para o estado e para times nacionais, e a elevação do nível do esporte na cidade. A expectativa para o próximo ano é ainda maior”, concluiu.