Dias d’Ávila debate violência contra a mulher

1111-35O alto índice de mulheres mortas vítimas de agressões por causa de conflitos de gênero, ou seja, apenas por serem do sexo feminino, foi o principal motivo para a realização do ‘Ato Público em Repúdio ao Feminicídio’, promovido pela Coordenação de Promoção da Igualdade Racial, da Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Proteção Social (Copin/Sedes), da Prefeitura Municipal de Dias d’Ávila.

O evento, que acontecerá nesta quinta-feira (26/10), às 13h, na Câmara Municipal de Dias d’Ávila, tem o objetivo de debater os números da violência e apontar caminhos para o enfrentamento do problema no município. A atividade vai contar com a presença de autoridades e de militantes históricos da luta contra a desigualdade de gênero. Único homem a fazer parte da mesa de debates, o vereador de Salvador Sílvio Humberto (PSB) foi indicado em reconhecimento à sua trajetória de defesa da igualdade racial e de gênero.

Foto - Valdemiro Lopes

Vereador de Salvador é o único homem a fazer parte da mesa

Sílvio, que é também professor da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), dividirá a mesa com a ouvidora-geral da Defensoria Pública do Estado da Bahia, a socióloga Vilma Reis; com a promotora de Justiça do Ministério Público Estadual, Lívia Maria Vaz; e com as oficiais da Polícia Militar, Major PM Denice Santiago e a Capitã PM Thaís Trindade.

Números – No Brasil, quase 17 mil mulheres foram mortas vítimas de agressões, entre 2009 e 2011, segundo o estudo ‘Violência contra a mulher: feminicídios no Brasil’, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). A região Nordeste lidera o ranking com a maior taxa de feminicídios do País. Os crimes são, na maioria dos casos, cometidos por homens, principalmente parceiros ou ex-parceiros.

Mulheres baianas rendem homenagem a Luiza Bairros

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Ex-ministra é reverenciada pelo seu poder de influenciar

Um plenário lotado de emoção e beleza reverenciou, na noite desta quinta-feira (13/07), a trajetória da ex-ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Luiza Bairros. Histórias da vida da militante feminista e do movimento negro foram relatadas durante a Sessão Especial, realizada na Câmara Municipal de Salvador, por iniciativa do vereador Sílvio Humberto (PSB). A cerimônia teve como tema ‘Negras Mulheres, Femininos Poderes – Luiza Bairros, um poder que nos move’.

O tributo foi estendido a outras mulheres e militantes do movimento negro e feminino, que relembraram os momentos de convivência com a ex-ministra, seja nas atividades políticas ou nos momentos de lazer. Todas foram unânimes em falar do aprendizado e do privilégio de terem convivido com a homenageada.

Sílvio Humberto falou da sua “honra em poder celebrar a história de uma grande mulher”. Para o vereador, a comemoração estava sendo dedicada à vida de Luiza Bairros, “já que de algum modo ela está presente aqui nesta noite”, observou. Sílvio ressaltou a transcendência da luta da homenageada, representada pela continuidade da ação de cada uma das mulheres presentes no ato. “Luiza se libertou do plano físico, da matéria que aprisiona os nossos espíritos, para poder estar em toda parte, fortalecendo àqueles que acreditam nos seus ideais”, concluiu.

LuizaHomenageadas – Intercalada por performances musicais e poéticas, seis mulheres, de distintas gerações, foram reverenciadas em nome de todas as presentes na cerimônia. A líder espiritual Valdina Pinto, Makota do Terreiro Tanuri Junsara, representou as mulheres religiosas. Maíra Azevedo, jornalista e criadora da personagem Tia Má, foi a representante das comunicadoras. Os demais poderes femininos foram simbolizados pela ouvidora-geral da Defensoria Pública do Estado da Bahia, Vilma Reis; por Naira Gomes, organizadora da Marcha do Empoderamento Crespo; Teresinha Barros, educadora e militante feminista; e pela diretora do escritório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), em Salvador, Helena Oliveira.

Makota Valdina destacou na sua fala, as profundas marcas de aprendizado deixadas em todos os que conviveram com Luiza. Observação endossada pela jornalista Maíra Azevedo, que creditou a continuidade da sua famosa personagem ao incentivo recebido da homenageada. A generosidade da ex-ministra também apareceu nas falas da professora Teresinha Barros, da diretora da Unicef-Salvador, Helena Oliveira e da antropóloga Naira Gomes. A socióloga Vilma Reis foi a última da noite a discursar e ressaltou a altivez como um traço marcante de Luiza, que, segundo ela, deve ser incorporado por todas as mulheres negras. “Não podemos ter medo de ter poder”, pontuou Vilma.

Luiza 3Performances – Soltaram a voz durante o evento, os cantores Guiguio Shewell, Matilde Charles, Vanessa Borges, Nara Couto e Josi Andrade. Enquanto os versos foram declamados pelas poetas Sueide Kintê, Lívia Natália e Vera Lopes. A cerimônia teve ainda a participação da dançarina Edileuza Santos e do grupo População Magoada.

Luíza Bairros nasceu em Porto Alegre (Rio Grande do Sul) e veio para Salvador em 1979, quando passou a atuar no Movimento Negro Unificado (MNU). Foi secretária de Promoção da Igualdade do Estado da Bahia (Sepromi) no governo Jaques Wagner (2008 a 2011).