Em qual direção estamos indo?

Sílvio HumbertoUma (de) reforma trabalhista num contexto político e econômico amplamente desfavorável às massas trabalhadoras, significa voltar à máxima: privatizando os lucros e “socializando” os prejuízos. Não estamos caminhando para modernização das relações de trabalho, estamos sim, retrocedendo (de volta ao passado) ao ambiente pré-CLT.

Já assistimos a esse filme, quando se instituiu o FGTS em 1966, e afirmavam que não era obrigatório fazer a opção, entretanto as pessoas somente eram contratadas se fizessem a opção. O resultado foi o fim da estabilidade no emprego e a fragilização dos sindicatos.

Portanto, se não pensarmos em possíveis saídas, vamos dançar ao som da música do grande capital, principalmente dos interesses do capital financeiro e especulativo.

Sobre os ombros dos servidores públicos recairão o ônus da desvalorização da nossa atividade, sobretudo com a não realização de concursos, o avanço dos REDAs e das relações clientelistas. Estaremos mais uma vez caminhando “de volta ao passado”.

Aceitar o argumento falacioso de que é preciso modernizar as relações trabalhistas é investir no velho modelo econômico crescer concentrando renda, o que nos tornou campeões imbatíveis da desigualdade.

Não existe o inevitável. Resistiremos!
Fé na gente, fé no que virá.
Lute com a gente!

 

Sob protestos de populares, Câmara aprova Programa Revitalizar

26-04-2017_Votacao_do_Revitalizar_ft_Antonio_Queir_2017426174030475582O Programa Revitalizar, iniciativa do Executivo Municipal, foi aprovado na tarde desta quarta-feira (26/04), na Câmara Municipal de Salvador. Sob muitas críticas dos vereadores da oposição e de gritos dos moradores do Centro Antigo, os parlamentares aprovaram o projeto por 35 votos favoráveis, contra sete da oposição.

O Programa de Incentivo à Restauração e Recuperação de Imóveis do Centro Antigo de Salvador (Projeto de Lei nº 302/16), conforme informa o seu texto, pretende estimular a requalificação de imóveis na região do Centro Antigo da cidade, tombados ou não, incentivando a instalação de habitações e atividades comerciais neles. O objetivo, ainda segundo o documento, é evitar os desabamentos destes prédios e gerar ocupação, trabalho e renda na região.

O vereador Sílvio Humberto (PSB) lamentou a decisão da Casa e votou contra o projeto, argumentando que o texto atende e contempla os interesses do empresariado, que dispõe de condições para explorar os benefícios concedidos pela Prefeitura para a reforma dos imóveis, em detrimento dos atuais moradores e pequenos comerciantes, “que acabarão expulsos do Centro Antigo”, alertou o edil.

Descaso – “A proposta do prefeito desconsidera, inclusive, o sentido do termo ‘revitalizar’, quando propõe dar vida a um local onde a vida já pulsa, conforme comprova a quantidade de moradores presentes nas galerias desse plenário. Demonstra também o total desconhecimento e descaso com a realidade do Centro Antigo. Repudiamos veementemente um projeto que prioriza as coisas em prejuízo das pessoas”, criticou o vereador.

A sessão foi tumultuada e se estendeu até às 21h, com as galerias lotadas de moradores e lideranças de movimentos em defesa da moradia. A bancada da oposição anunciou a judicialização do projeto, alegando a falta de debate e a inconstitucionalidade e ilegalidade da proposta.