Estudantes serão levados para exposição sobre Ciência e Tecnologia

SNTC

A iniciativa é do vereador Sílvio Humberto, em parceria com a Fapesb

Alunos da Escola Municipal Vale das Pedrinhas, localizada no bairro com o mesmo nome, serão levados, nesta sexta-feira (27/10), para visitar a exposição ‘A Matemática está em Tudo’, instalada na 14ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, no Salvador Shopping. A iniciativa é uma parceria do vereador Sílvio Humberto (PSB) com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb). O objetivo da ação é despertar o interesse das crianças e jovens estudantes pelo ingresso nas carreiras científicas e tecnológicas.

Sílvio Humberto é autor da Lei que instituiu, em Salvador, o Dia Municipal da Ciência e Tecnologia, celebrado na primeira terça-feira do mês de outubro. Segundo o vereador, o investimento na tríade ciência, tecnologia e inovação tem sido o principal diferencial do desenvolvimento entre as nações. “A data é uma oportunidade para destacar o papel estratégico desses campos para a sociedade soteropolitana, principalmente para a nossa juventude”, argumentou.

Ciência e Tecnologia FO parlamentar defende o papel fundamental das escolas e dos professores para o despertar dos estudantes. Para ele, ações pontuais não são suficientes para disseminar a cultura científica, tecnológica ou de inovação. “Os projetos pedagógicos devem promover o entendimento da contribuição da ciência para a a concepção de soluções inovadoras para os desafios enfrentados pela humanidade”, pontuou.

O legado dos africanos para a ciência também foi defendido pelo vereador, que condenou o eurocentrismo contido nos modelos de ensino, que, segundo ele, invisibiliza os saberes e contribuições dos povos não-brancos. “As escolas de Salvador têm um contingente majoritário de estudantes negros e negras. É preciso evidenciar as trajetórias de referências afro-baianas, que se destacaram em suas atuações profissionais”, ressaltou Sílvio.

 

Gestão do DEM, em Camaçari, tem greve de mais de 30 dias na Educação

Sispec

“Aqui e lá é tudo a mesma coisa”, diz vereador, sobre greve dos professores

Os professores da rede municipal de ensino da cidade de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, estão em greve desde o dia 1º de agosto. Os trabalhadores reivindicam, dentre outros pontos, reajuste salarial, melhores condições de trabalho, melhorias nas salas de aula e na qualidade do transporte dos alunos. As tentativas de entendimento com o Executivo municipal, até aqui, não promoveram avanços.

Pais dos estudantes, preocupados com o comprometimento do ano letivo, já fizeram protestos na frente de escolas e reclamam que desde o início do ano já ocorreram diversas paralisações. O Executivo alega que já ofereceu o que pôde à categoria. Do lado dos profissionais, o Sindicato (ver o nome) reclama do descaso do prefeito com a educação, explicitado pelo desrespeito aos professores. Denunciam ainda, ameaças sofridas pelos trabalhadores de descontos do salário e abertura de processos administrativos.

O vereador Sílvio Humberto (PSB) avaliou a situação como inadmissível. “Os estudantes não podem ser penalizados dessa maneira pela falta de sensibilidade dos gestores”. Segundo ele, o prefeito deveria ter aberto canais de diálogo com a categoria, para evitar que a situação chegasse a esse ponto. “Isso demonstra a total falta de compromisso com a educação. Todos aqueles que assumem uma posição de gestão precisam ter ciência da importância da negociação numa situação como esta”, analisou Sílvio, que é professor e ex-presidente da Comissão de Educação da Câmara Municipal de Salvador.

O parlamentar chamou a atenção para a semelhança do tratamento dispensado aos profissionais da educação em Camaçari e Salvador. “Aqui e lá é tudo a mesma coisa. E não por coincidência o prefeito Antonio Elinaldo é do mesmo partido do gestor da capital”, comparou. Sílvio relembrou a Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) movida pelo DEM contra as cotas nas universidades. Para ele o partido atua como “inimigo declarado da educação e daqueles que mais precisam das escolas públicas”. “Camaçari e Salvador não se diferenciam. São cidades que ressuscitaram o combalido DEM e agora pagam caro por isso”, arrematou.