Vereador de Salvador participa de seminário, na Paraíba, sobre genocídio da população negra

Divulgação do seminário (2)

“Precisamos reconhecer a humanidade dos corpos negros que caem”, diz Sílvio Humberto

O Comitê Interinstitucional de Monitoramento e Avaliação de Políticas Públicas e ao Enfrentamento do Genocídio da População Negra realizou, esta semana (30 e 31 de agosto), o ‘I Seminário Paraibano Sobre o Genocídio da População Negra e Políticas Educacionais’. O evento, promovido em parceria com o Ministério Público Federal da Paraíba (MPF/PB), ocorreu no auditório da sede do órgão, em João Pessoa (PB). O objetivo, segundo os organizadores, foi o de promover debates e definir propostas para o enfrentamento do racismo e das desigualdades sociais no País.

O vereador Sílvio Humberto (PSB) foi convidado a compor um dos painéis do seminário, contribuindo com a discussão na mesa ‘Caminhos para Prevenção e Enfrentamento ao Genocídio da População Negra’. O parlamentar, que possui um histórico de militância na luta antirracista, chamou a atenção para o que julga ser prioritário. “Para avançarmos nesse debate, precisamos dar um passo fundamental que é o de reconhecer a humanidade dos corpos negros que caem”.

Para Sílvio, as causas do genocídio da juventude negra estão postas, assim como as propostas para o seu enfrentamento. “A decisão para implementá-las é política. Mas a participação das ruas, do parlamento, do executivo, das nossas organizações é fundamental. Portanto, a mobilização precisa ser permanente”, analisou o vereador, que defendeu também a necessidade de que a sociedade se importe com as pessoas.

Divulgação do seminárioDebates – A programação do evento contou com apresentações artísticas e mostras afro-pedagógicas, através de livros e vídeos. As mesas de debates foram formadas por autoridades do meio jurídico, da academia, além de representantes do poder executivo, dos movimentos sociais e parlamentares.

O Comitê Interinstitucional de Monitoramento e Avaliação de Políticas Públicas e ao Enfrentamento do Genocídio da População Negra faz parte de uma campanha nacional promovida pelo Movimento Negro Brasileiro, tendo como principal objetivo a efetivação plena de políticas públicas específicas para a população negra e a promoção de ações de enfrentamento ao genocídio dos negros.

Vereador comemora implantação de cotas na USP

Silvio_Humberto_PSB_06_04_Foto_Valdemiro_Lopes_201387171757859478

A aprovação da política de inclusão de alunos pelas cotas raciais e oriundos de escolas públicas na Universidade de São Paulo (USP), foi destacada pelo vereador Sílvio Humberto (PSB), durante a Sessão Ordinária da Câmara Municipal, nesta quarta-feira (05/07). Na ordem do dia da Casa Legislativa, estava pautada a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2018, que foi aprovada com voto contrário do parlamentar.

Sílvio aproveitou a sua fala para registrar a importância da implantação das cotas raciais e para alunos de escolas públicas no vestibular da instituição de ensino. “A USP era um dos últimos bastiões da resistência às políticas de ações afirmativas. Uma Universidade elitista e que resistia a esse avanço, encampado por quase todas as instituições de ensino do País”, pontuou o vereador.

O parlamentar ressaltou o fato como digno de comemoração, mas sem deixar de chamar a atenção para a necessidade do acompanhamento do processo, fazendo alusão aos graves problemas enfrentados pelas políticas de cotas em certames universitários e concursos públicos por todo o Brasil. “É uma vitória do povo negro, resultado de muita luta e resistência. Devemos sim comemorar, mas sem descansar. Não podemos abrir espaço para a ‘afro-conveniência’, que tem feito sucessivos ataques às nossas conquistas”, alertou Sílvio, fazendo referência aos casos de falsidade nas autodeclarações de negritude em concursos públicos.

A nova política aprovada pelo Conselho Universitário da USP, órgão máximo de decisão da universidade, já vale para o próximo vestibular da Fuvest (Fundação Universitária para o Vestibular). Em 2018, a USP oferecerá 11.147 vagas de graduação, sendo que 75,4% serão selecionadas pela Fuvest e 24,6% serão oferecidas pelo Sisu (Sistema de Seleção Unificada), que usa a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Com informações do Portal G1.