Minuta do Estatuto Municipal da Igualdade Racial e de Combate à Intolerância Religiosa

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Participe da audiência pública, nesta quarta-feira (25/04), a partir das 18h30, no auditório do Centro de Cultura da Câmara Municipal de Salvador – Praça Thomé de Souza, s/nº, Centro.

Vamos construir juntos a história da nossa cidade!

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Imagem Minuta Estatuto

 

 

Fez-se justiça?

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Considero que a justiça não foi feita. Vivemos o tempo da politização da Justiça e da judicialização da Política. Isso se configura como um grave problema para a democracia representativa brasileira.

Quando se analisa a trajetória do julgamento, desde a primeira instância, constata-se a parcialidade do julgador e dos acusadores, e a seletividade das provas. Tudo isso, somado à curiosa e pouco comum celeridade do tramite jurídico, marcam este processo com características, no mínimo, questionáveis. O atropelo dos prazos e a sanha para decretar a prisão confirmam a tese da politização da Justiça. O acusado já entrou condenado.

Quando a presidente da Suprema Corte optou por não colocar em julgamento as Ações Declaratórias de Constitucionalidade (ADCs), que discutem o tema de forma genérica, sem um réu específico, e sim o habeas corpus do ex-presidente Lula, ficou nítido que foi feita uma escolha e que a lógica que a determinou não foi exclusivamente técnica.

Colocam em julgamento o legado político e social do presidente Lula e, numa estratégia muito bem articulada pelas elites brasileiras, tentam afastar a possibilidade do seu retorno.

O objetivo é retirar do imaginário daqueles e daquelas do andar de baixo da pirâmide, os subalternizados, a perspectiva, a esperança e a possibilidade de crescimento econômico com distribuição de renda e justiça social.

O que temos no horizonte é luta e não vamos desistir. Afinal, como nos ensinou o filósofo e historiador Joseph Ki-Zerbo: “Se nos deitamos, estamos mortos”.

 

Sílvio Humberto

Doutor em Economia, professor da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), vereador e presidente da Comissão de Cultura da Câmara Municipal de Salvador.

 

 

Debate elenca propostas para atuação de mulheres na produção cultural

Foto_Átila Oliveira (1)

Encontro realizado num bar apontou caminhos e promoveu articulações entre as participantes

Mulheres que atuam no meio cultural, produtoras e ativistas do campo da Cultura, uma mesa e um microfone. Foi o suficiente para a roda girar e as questões comuns, vivenciadas por todas, virem à tona. O debate aconteceu na noite desta quarta-feira (28/03), no Bar Mestiços (Praça da Sé), durante o ‘Elas na Roda: Mulher e Cultura – Produzindo Novos Lugares’. Uma realização da publicitária Luciane Reis e da antropóloga Naira Gomes, com apoio do presidente da Comissão de Cultura da Câmara Municipal de Salvador, vereador Sílvio Humberto (PSB).

Mesmo com a proposta de levar o tema para um ambiente de descontração, a tônica do debate foi mesmo os entraves encontrados pelas mulheres, sejam elas artistas, produtoras ou ativistas. Mesmo diante de tantos reclames, caminhos também foram apontados, articulações foram delineadas e a construção dos ‘Novos Lugares’, proposta no tema da roda de conversa, foi esboçada.

As idealizadoras do evento se comprometeram a sistematizar o conteúdo e a articular com o vereador, a formulação dos pleitos em projetos de Lei ou outros instrumentos legislativos, que possibilitem o enfrentamento das amarras elencadas pelas participantes. Naira Gomes defendeu, em uma das suas participações, a importância destes momentos de troca, “onde as mulheres possam falar abertamente sobre os seus problemas e construírem juntas soluções para os superarem”.

Foto_Átila Oliveira (2)Panorama – Um conjunto amplo e diverso de temas foi surgindo na fala de cada uma das mulheres. Questões como a ausência de políticas voltadas para a Juventude e os impactos deste vazio nos índices de violência foram destacadas pela produtora cultural Jussara Santana. A falta de valorização de símbolos importantes da cultura do estado, como o acarajé e a baiana, foi trazida pela presidente da Associação das Baianas de Acarajé, Rita Santos. E o racismo institucional foi o mote da fala de Aquataluxe Rodrigues, da Juventude do Olodum.

Na participação da produtora da JAM no MAM e do Micro Trio, Cacilda Povoas, um panorama sobre a circulação dos recursos destinados para a Cultura no estado e a proposta de revisão do modelo de editais, visando o aprimoramento das políticas culturais. As negações e resistências para o florescimento do turismo étnico-religioso foram pautadas pela empreendedora Nilzete dos Santos, proprietária da Afrotours Viagens e Turismo. “As pessoas vêm para a Bahia em busca dos signos difundidos por Jorge Amado e Pierre Verger. O turismo étnico-religioso é o principal capital turístico do nosso estado”, defendeu.

A bailarina e cantora Nara Couto lamentou a falta de apoio e de uma estrutura mínima de produção para artistas iniciantes. “Muitos talentos se invisibilizam”, alertou. Além do vereador Sílvio Humberto, outros homens envolvidos com a Cultura também marcaram presença no evento, a exemplo dos presidentes dos blocos afros Olodum e Ilê Aiyê, João Jorge e Antônio Carlos dos Santos – Vovô, respectivamente.

 ‘Elas na Roda’ leva debate sobre Mulher e Cultura para o bar

 Elas na Roda - divulgaçãoAs possibilidades de atuação, os desafios e as perspectivas para a atuação da mulher na produção cultural. Estes são alguns dos assuntos que serão debatidos no ‘Elas na Roda: Mulher e Cultura – Produzindo Novos Lugares’. A proposta do evento é ser um bate-papo conduzido por mulheres que atuam na área, regado à cerveja e petiscos. A roda de conversa será realizada no Bar Mestiços (Praça da Sé), nesta quarta-feira (28/03), às 19h.

A ideia, segundo a idealizadora do evento, a publicitária Luciane Reis, é juntar num ambiente de informalidade, mulheres de diferentes posições na cadeia da cultura, para debater um assunto sério num formato de discussão que propicie mais interação e trocas. O objetivo, além da apresentação de um panorama do setor, sob a ótica feminina, é apontar caminhos para a criação de “novos lugares” para as mulheres na produção cultural.

O debate, que conta com o apoio do presidente da Comissão de Cultura da Câmara Municipal de Salvador, vereador Sílvio Humberto (PSB), vai contar com a participação da bailarina e cantora, Nara Couto; da jornalista e pesquisadora da cultura negra e do carnaval, mestra em Cultura e Sociedade (Ufba), e pesquisadora da cultura negra e carnaval, Camila França; da escritora, dramaturga e produtora cultural, Cacilda Povoas; e da antropóloga Naira Gomes; dentre outras mulheres do meio cultural.

SERVIÇO

O que: ‘Elas na Roda: Mulher e Cultura – Produzindo Novos Lugares’;

Quando: Quarta-feira (28/03), às 19h;

Onde: Bar Mestiços – Praça da Sé, nº 398 – Condomínio Edifício Themis – Centro;

Informações: Luciane Reis – (71) 99375-7355

Blocos doam alimentos para Creche do Capim, no Nordeste de Amaralina  

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Como resultado de um carnaval de alegria, desenvolvimento local e solidariedade, o grupo de blocos carnavalescos do Nordeste de Amaralina ‘Juntos do Nordeste’, realizou, na última quinta-feira (08/03), o ato de doação dos alimentos arrecadados com a distribuição dos abadás das entidades.

A Creche Escola da Fraternidade, localizada no Capim do Nordeste de Amaralina, foi a instituição escolhida para receber as doações, o presidente da Creche, Adalberto Souza Lopes, agradeceu a ação, explicou as dificuldades enfrentadas pela instituição e defendeu que ações como essa de moradores e apoiadores é fundamental para garantir uma prestação de serviços adequadas para as crianças do bairro.

Carnaval5O Juntos do Nordeste é uma junção dos blocos Merendas, Velha Guarda, 40 Graus e Junte-se. As entidades tiveram apoio da Bahiagás, Bahiatursa e da Associação de Blocos Carnavalescos Circuito Mestre Bimba para desfilar. Para 2019, os organizadores querem manter esse caráter de fazer o carnaval, promover a diversão da comunidade e praticar a solidariedade.